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Montenegro recebe Corina Machado em São Bento esta quarta-feira

Agência Lusa , AG
21 abr, 18:21
A líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, discursa na Heritage Foundation, um influente centro de estudos conservador, um dia após se reunir com o presidente Donald Trump e membros do Congresso, no Capitólio, em Washington, na sexta-feira, 16 de janeiro de 2026. (AP Photo/J. Scott Applewhite)

Líder da oposição venezuelana já esteve em Madrid, numa visita em que até criticou o primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, vai receber esta quarta-feira a prémio Nobel da Paz de 2025, a venezuelana María Corina Machado.

A audiência está marcada para as 15:00 na residência oficial em São Bento (Lisboa).

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, esteve em Madrid entre sexta-feira e sábado, numa visita em que criticou o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, e líderes progressistas latino-americanos, ao mesmo tempo que elogiou o presidente norte-americano, Donald Trump, e confirmou estar a coordenar com Washington o seu regresso à Venezuela.

Em conferência de imprensa em Madrid, Machado afirmou que os acontecimentos da Cimeira da Democracia, realizada em Barcelona, demonstraram que, nesta altura, um encontro com Sánchez “não era aconselhável”.

A dirigente reagia a declarações de vários líderes presentes no fórum, entre os quais o presidente colombiano, Gustavo Petro, que alertou para um “grande receio” entre os venezuelanos face a um eventual regresso da opositora, apontando riscos de “vingança política”.

Também o presidente brasileiro, Luís Inácio Lula da Silva, e Sánchez defenderam, em Barcelona, a não interferência externa na política venezuelana.

Machado sublinhou que a sua presença em Espanha, coincidindo com o encontro progressista, “não foi intencional, mas antes providencial”, e destacou reuniões com líderes conservadores espanhóis, como Alberto Núñez Feijóo e Santiago Abascal, sem contactos com o Governo socialista.

A opositora adotou um tom distinto ao referir-se a Trump, considerando que o Presidente norte-americano foi o único líder mundial que “arriscou a vida dos cidadãos do seu país pela liberdade da Venezuela”.

Machado agradeceu a atuação dos Estados Unidos, numa referência à operação militar que levou à captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro.

A líder venezuelana confirmou ainda que está a discutir com Washington o seu regresso ao país, admitindo riscos, mas garantindo que “as ameaças não a demoverão”.

“O nosso dever é estar na Venezuela, a apoiar os venezuelanos”, afirmou Corina Machado.

Sobre a atual Presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, Machado acusou-a de representar “o caos, a violência e o terror”, contrapondo com o seu movimento, que disse pretender uma transição pacífica.

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