Sobreviveu à gripe espanhola em 1918, a duas guerras mundiais, à Guerra Civil em Espanha e à covid-19. María Branyas morreu aos 117 anos

CNN Portugal , AM com Lusa
20 ago 2024, 13:59
María Branyas

Centenária "morreu como quis, quando dormia, em paz e sem dor"

A pessoa mais velha do mundo, a espanhola María Branyas Morera, morreu esta terça-feira aos 117 anos em Olot, no nordeste da Espanha, anunciou a família no X.

María Branyas sobreviveu à pandemia de gripe espanhola em 1918, a duas guerras mundiais, à Guerra Civil em Espanha, bem como à covid-19, em 2020, pouco depois de completar 113 anos e da qual recuperou em poucos dias.

Na publicação a família revela ainda que a centenária, que "morreu como quis, quando dormia, em paz e sem dor", teria dito há alguns dias: "Um dia vou partir (...) deixarei de existir neste corpo. Um dia que desconheço, mas que está muito perto, esta longa viagem terminará. A morte encontrar-me-á exausta de ter vivido tanto, mas quero que me encontre sorridente, livre e satisfeita".

"Sinto-me fraca. A minha hora aproxima-se. Não chorem, não gosto de lágrimas. E, sobretudo, não tenham pena de mim. Para onde for, serei feliz", lê-se na publicação feita na segunda-feira na conta gerida pela sua família.

Segundo o Livro dos Recordes Guinness, María Branyas era a pessoa mais velha do mundo, depois de suceder à francesa Lucile Randon, que morreu em janeiro de 2023 aos 118 anos.

Agora, segundo o Grupo de Investigação Gerontológica (GRG), com sede nos Estados Unido, a pessoa mais velha do mundo é a japonesa Tomiko Itooka nascida a 23 de maio de 1908, contando assim 116 anos.

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