Acordo petrolífero dará 100 mil milhões de dólares em investimento à Venezuela

Agência Lusa , NM
29 ago, 09:38
O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, discursa durante uma conferência de imprensa na Casa Branca, a 5 de maio. (Alex Wong/Getty Images)
Adicione a CNN como fonte preferidaSiga-nos no Google News ?Saiba mais

Trump anunciou que os Estados Unidos (EUA) fecharam um acordo com a Venezuela para assumir o controlo de 65 mil milhões de barris das reservas de petróleo

O acordo petrolífero assinado entre Washington e Caracas vai atrair quase 100 mil milhões de dólares (86 mil milhões de euros) em investimentos privados para a Venezuela, afirmou o chefe da diplomacia dos Estados Unidos.

Numa mensagem publicada na rede social X, na sexta-feira, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, descreveu o acordo como "uma grande vitória tanto para o povo norte-americano como para o venezuelano".

"Para o povo venezuelano, este acordo atrairá quase 100 mil milhões de dólares em investimentos privados, sustentará milhares de empregos bem remunerados e impulsionará a reconstrução da economia venezuelana", disse Rubio.

"Isto demonstra como a ousada política externa do Presidente [norte-americano Donald] Trump impulsiona as conquistas sob o princípio 'América Primeiro': garantir reservas estáveis e petróleo a baixo custo no nosso hemisfério, bem como reduzir os preços da gasolina no nosso país", acrescentou o diplomata.

Horas antes, Trump anunciou que os Estados Unidos (EUA) fecharam um acordo com a Venezuela para assumir o controlo de 65 mil milhões de barris das reservas de petróleo do país sul-americano.

Numa publicação na plataforma que detém, Truth Social, Trump realçou que o acordo foi negociado por Marco Rubio, pelo secretário da Defesa, Pete Hegseth, e pela Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez.

"Os Estados Unidos da América acabam de fechar um acordo com a Venezuela sobre o maior acordo de petróleo da história mundial", escreveu o Presidente republicano.

"Esta transação histórica mais do que duplica as reservas de petróleo dos Estados Unidos, aumenta significativamente o nosso fornecimento de petróleo e reduzirá substancialmente os preços da gasolina para todos os americanos a longo prazo", acrescentou.

Antes do anúncio oficial, a imprensa dos EUA, incluindo o Wall Street Journal (WSJ), noticiaram um acordo iminente com a Chevron, a única grande empresa que opera na Venezuela, e com outras petrolíferas para investir milhares de milhões de euros nos campos do país sul-americano.

A Halliburton, empresa de serviços petrolíferos, é outra multinacional envolvida nas negociações lideradas pelo Pentágono e pelo Departamento de Estado.

Segundo o WSJ, os executivos de várias empresas deverão assinar um acordo de produção na próxima semana em Caracas, sendo que o Secretário de Energia, Chris Wright, deverá também viajar para o país latino-americano.

A ExxonMobil e a ConocoPhillips, para já, estão fora das negociações, de acordo com o jornal.

O anúncio do acordo surge quase nove meses depois de as Forças Armadas norte-americanas, sob ordens de Trump, terem realizado uma operação para capturar o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e levá-lo para os EUA para responder por acusações federais de narcoterrorismo e tráfico de droga.

Trump enfrenta uma pressão crescente para lidar com os elevados preços da gasolina, enquanto a guerra no Irão completa seis meses sem previsão de término.

As reservas estratégicas de petróleo norte-americanas caíram no início de agosto para menos de 300 milhões de barris, uma redução de mais de 100 milhões de barris desde o início de 2026.

A Venezuela possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo, estimada em 303 mil milhões de barris de crude, o que representa cerca de 17% da oferta mundial, segundo a Administração de Informação Energética norte-americana.

Ao contrário de outras partes do mundo, onde os geólogos têm de procurar petróleo inexplorado, as reservas sob solo venezuelano estão em grande parte mapeadas e conhecidas, segundo os especialistas.

Mas, devido às fracas infraestruturas, o país produz apenas cerca de 1% do petróleo mundial.

Informação em todas as frentes, sem distrações? Navegue sem anúncios e aceda a benefícios exclusivos.
TORNE-SE PREMIUM

E.U.A.

Mais E.U.A.