Marcelo insiste no aviso: “O primeiro-ministro ficou refém do povo português. Foi o que eu quis dizer”

31 mar, 14:05

Resposta do Presidente da República surge na sequência de uma publicação de Carlos César, presidente do PS, que por sua vez já fazia referência ao discurso do Comandante Supremo das Forças Armadas na cerimónia de tomada de posse do novo Governo

Marcelo Rebelo de Sousa explicou, esta quinta-feira, as declarações que fez durante a cerimónia da tomada de posse do novo Governo. O Presidente da República insistiu que Costa está "refém do povo português", utilizando a expressão proferida por Carlos César, e considera que António Costa deve cumprir o mandato até ao fim.

O chefe de Estado voltou a lembrar que, no dia das eleições legislativas, os portugueses votaram "num partido e num homem", no PS e em António Costa. Marcelo acrescentou que o eleitorado "não votou só num partido, com qualquer homem ou com qualquer mulher" e que esta pessoa não deverá interromper a legislatura contra a vontade nacional.

“O primeiro-ministro ficou refém do povo português no voto do dia 30 de janeiro, para utilizar uma expressão de um dirigente socialista. É isso mesmo, foi o que quis dizer. No momento em que votou, o povo português não votou num partido nem num homem, não votou só num partido, com qualquer homem ou com qualquer mulher. Votou num partido e num homem e, portanto, esse homem ficou refém não meu, nem de outra figura qualquer, ficou refém do povo e foi isso que quis dizer”, disse.

A resposta de Marcelo Rebelo de Sousa surgiu na sequência de uma publicação de Carlos César, presidente do PS, que tinha recorrido às redes sociais para responder ao discurso do próprio presidente durante a cerimónia de tomada de posse do novo Governo, liderado por António Costa.

“O Primeiro-ministro, como em qualquer democracia e na sequência da renovação expressiva da legitimidade eleitoral do PS, é refém do povo que o elegeu e dos compromissos que assumiu e que serão reafirmados no Programa do Governo que será submetido ao órgão de soberania a quem incumbe a fiscalização política da atividade governativa”, diz o dirigente socialista em resposta a Marcelo Rebelo de Sousa.

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