Vacinação obrigatória? "Os portugueses percebem que devem vacinar-se"

5 dez 2021, 13:34

Sobre a vacinação das crianças entre os 5 e os 11 anos, o Presidente da República disse que não vê motivos para não haver uma "adesão massiva"

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Marcelo Rebelo de Sousa arrumou para um canto a possibilidade de se implementar a vacinação obrigatória da covid-19 em Portugal. Cenário que já se tem verificado noutros países europeus. Por cá, o Presidente disse que a "questão não se coloca".

"Não se coloca em Portugal a questão da vacinação obrigatória. Os portugueses percebem que devem vacinar-se, sem necessidade de vacinação obrigatória", afirmou aos jornalistas no final do V Congresso da Sedes, no Campus de Carcavelos da Universidade Nova de Lisboa.

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Questionado sobre se também vai haver esse voluntarismo na vacinação das crianças entre os 5 e os 11 anos, Marcelo disse que se trata de "uma decisão que depende agora da posição, última, das autoridades sanitárias", lembrando, no entanto, da "adesão massiva" da faixa etária dos 12 aos 18 anos.

"Não vejo razão para não haver a mesma adesão da parte de pais, avós e de outros responsáveis por crianças em idades inferiores", acrescentou. 

Questionado se irá haver, antes do Natal, uma nova reunião de políticos com especialistas em diversas áreas da saúde sobre a evolução da covid-19 em Portugal, o Presidente da República voltou a realçar que a situação atual e a de há um ano "são situações diferentes", mas remeteu o assunto para o Governo.

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"É uma iniciativa do Governo. Vamos ver se o Governo considera que é necessário ouvir os especialistas."

"Não comento exonerações"

O Presidente da República escusou-se a comentar a exoneração do ministro Eduardo Cabrita, bem como a nomeação à ministra da Justiça. Marcelo disse apenas "não vou fazer comentários sobre essa matéria, ainda por cima agora estamos num período já eleitoral, portanto, nunca comentaria exonerações nem nomeações". Recusou também adiantar quando é que falou com o primeiro-ministro sobre esta mudança.

Ora, passando naturalmente para outro assunto, aquele que se impõe neste momento são as eleições legislativas marcadas para janeiro. O chefe de Estado formalizou, este domingo, a dissolução do Parlamento e apelou aos portugueses para não perderam a "oportunidade de votar", porque estas eleições são "muito importantes" por três motivos. São eles:  

"Primeiro, porque são eleições ainda no fim da pandemia. Segundo, porque são eleições no começo da recuperação económica e social e com o uso de fundos europeus, que provavelmente não voltam mais. Terceiro, porque é uma oportunidade, olhando para a Europa e para o mundo, de pensar a sério sobre como é que deve ser a nossa vida daqui por cinco anos, 10 anos. São uma grande oportunidade. Perder essa oportunidade de votar, eu acharia uma pena", disse.

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Questionado se teme um aumento da abstenção, respondeu: "Eu desejo sempre que a abstenção diminua e não aumente. E isso vai depender, como depende sempre, de os portugueses perceberem, e eu acho que deviam perceber, como estas são eleições são muito importantes".

Na mesma linha, o primeiro-ministro António Costa também considerou, no sábado, que as próximas eleições legislativas serão das mais decisivas da história democrática portuguesa.

"Este é um momento absolutamente decisivo para o futuro do país. Há muito anos que não tínhamos eleições que fossem tão importantes para o futuro", declarou.

Marcelo Rebelo de Sousa anunciou a 5 de novembro a data destas eleições antecipadas e nessa altura ficaram logo definidas as datas para a apresentação das listas dos candidatos a deputados, dos debates audiovisuais e da própria campanha.

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