Marcelo avisa que uma paz "muito imediata, muito imediata" na Ucrânia pode criar "um problema muito grave, muito grave"

25 nov, 20:15

Declarações surgem dias depois de os EUA terem apresentado um plano de 28 pontos para a paz na Ucrânia

O Presidente da República alertou esta terça-feira, em Lisboa, que qualquer entendimento internacional para pôr fim à guerra na Ucrânia deve assentar em princípios sólidos e respeitar “valores fundamentais” do Direito Internacional. Marcelo Rebelo de Sousa avisou que soluções rápidas que ignorem esses limites podem comprometer a estabilidade futura.

“Aquilo que se passa nestes momentos... são momentos em que há vários processos em simultâneo. Há contactos entre vários Estados, há contactos que envolvem a União Europeia, são também muitos Estados, e tudo decorre a uma velocidade grande”, começou por dizer. “Nesses momentos, eu gosto só de recordar princípios. Todos queremos a paz, mas queremos uma paz que seja duradoura, que respeite princípios internacionais fundamentais.”

Confrontado com a questão das cedências exigidas por Moscovo, Marcelo foi claro. “Não chega, porque o problema é muito simples. Se aquilo que se consegue não respeita certos valores e princípios, provavelmente não há uma paz duradoura.”

O chefe de Estado voltou a defender a paz na região, não sem antes deixar um alerta para um "problema muito grave". “Deve fazer-se tudo pela paz, mas não de tal maneira que para ter um determinado resultado muito imediato, muito imediato, muito imediato, se cria um problema muito grave, muito grave, muito grave, num prazo não muito longo.”

As declarações acontecem dias depois de os EUA terem apresentado um plano de 28 pontos para a paz na Ucrânia, que está por esta altura a ser discutido por Washington DC, Kiev e Moscovo.

E.U.A.

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