Covid-19: variante Omicron já foi discutida na reunião do Infarmed, garante Marcelo

26 nov 2021, 19:21

Chefe de Estado pede calma e tempo para que se perceba o que realmente se passa

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O Presidente da República revelou esta sexta-feira que a variante Omicron foi referida em Portugal pela primeira vez na reunião do Infarmed, que decorreu a 19 de novembro. De acordo com Marcelo Rebelo de Sousa, a opinião dos especialistas é de que a variante da covid-19 pode ser mais contagiosa, mas não tão mortal.

"As autoridades portuguesas já estavam a acompanhar isto. A prova é que se falou disso no Infarmed no dia 19", afirmou, dizendo que é prematuro "falar sobre o que se passa e não se passa".

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A nova variante foi identificada na África do Sul, mas já se estendeu a outros países. Isso mesmo levou a União Europeia a suspender os voos provenientes daquele país, mas também de Moçambique, países com "comunidades portuguesas significativas", como lembrou o Presidente da República.

“O especialista que trata normalmente das variantes estava tão bem informado que disse: ‘Fala-se agora ou há sinais de que há o que é uma alteração numa variante que existia anteriormente, [mas] ainda não se sabe como se vai chamar’. […] O que já aconteceu quanto a outros vírus vindos daquela zona, em tempos falou-se de uma estirpe da África do Sul”, observou, enquanto falava à margem da apresentação de uma campanha de recolha de alimentos do Banco Alimentar Contra a Fome, em Lisboa.

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De acordo com chefe de Estado, a nova variante, classificada de Omicron pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pode ser a repetição de outras já identificas em território sul-africano.

“Pode ser a repetição da mesma coisa. Em qualquer caso, está a ser estudada pelos especialistas, está a ser estudada pelas empresas produtoras de vacinas sobretudo para saber se as vacinas que estão a ser administradas são ou não menos eficazes perante esta nova realidade”, indicou.

Em declarações aos jornalistas, Marcelo Rebelo Sousa, que vai viajar na noite de hoje para Luanda (Angola), garantiu que se sente seguro, após ter sido inoculado com a terceira dose da vacina contra a covid-19, e que no sul de África “há várias realidades”.

“Eu penso que nesta altura a melhor ajuda que nós podemos dar perante esta nova realidade é respirar fundo, não ir a correr atrás daquilo que num determinado momento é uma preocupação, mas não deve ser empolada. Recordo que, noutros casos, isso aconteceu, de variantes de variantes, que vinham de vários sítios e, afinal, não eram tão graves quanto isso. As autoridades sanitárias têm meios de estudo e controlo, a indústria farmacêutica também”, referiu.

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou hoje como "de preocupação" a nova variante B.1.1.529 do coronavírus que causa a covid-19, detetada pela primeira vez na África do Sul, e designou-a pelo nome Omicron.

A nova variante foi comunicada à OMS pela África do Sul na quarta-feira, tendo o grupo de peritos consultivo da OMS para a monitorização da evolução do coronavírus SARS-CoV-2 se reunido hoje para avaliar a B.1.1.529 e proposto a classificação.

Segundo a OMS, a variante Omicron tem "um grande número de mutações, algumas das quais preocupantes". Dados preliminares sugerem "um risco acrescido de reinfeção" com esta estirpe, por comparação com outras variantes de preocupação, adianta a agência da ONU em comunicado.

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