Políticos têm de "aprender a aceitar a crítica" sem "lamentação democrática", diz Marcelo

Agência Lusa , CE
16 nov, 22:42
Marcelo Rebelo de Sousa

Declarações feitas na cerimónia de entrega dos Prémios Gazeta 2021

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou esta quarta-feira que todos os políticos têm de "aprender a aceitar a crítica", atribuindo-se também esse dever, e aconselhou a que se recuse "o discurso da lamentação democrática".

O chefe de Estado falava na Câmara Municipal de Lisboa, na cerimónia de entrega dos Prémios Gazeta 2021, numa intervenção em que se manifestou "mais otimista" em relação à situação do jornalismo em Portugal do que em anos anteriores.

"Desta feita estou mais otimista. Estou mais otimista porque a última coisa que podemos fazer é o discurso da lamentação democrática. Não façamos esse favor a quem gosta menos do que devia gostar da democracia", apelou.

Sem falar de nenhum acontecimento em concreto, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que "a democracia constrói-se pela positiva" e acrescentou: "Têm todos de aprender isso, os políticos têm de aprender a aceitar a crítica, eu tenho de aprender a aceitar a crítica, tomos temos aprender a aceitar a crítica".

O Presidente da República apontou estes prémios de jornalismo como "uma afirmação de esperança" e defendeu que "onde não há uma comunicação social muito, muito forte não há uma democracia muito, muito forte".

Na sua opinião, "viu-se aqui nestes prémios, vê-se ano após ano" que Portugal tem "condições para ter uma comunicação social muito, muito forte".

"Ah, mas há outra comunicação social que não é bem aquela que desejamos, presa à espuma dos dias. Mas a espuma dos dias pode trazer consigo preocupações estruturais", observou.

No fim da sua intervenção, o chefe de Estado exclamou: "A luta continua, a democracia está viva".

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, também discursou nesta cerimónia realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Os Prémios Gazeta são uma iniciativa do Clube de Jornalistas. Esta 37.ª edição teve o apoio principal da Câmara Municipal de Lisboa e da Associação Mutualista Montepio.

Nesta edição, Fernando Dacosta recebeu a Gazeta de Mérito, Carlos Rico a Gazeta de Televisão, pela reportagem "Alentejo, azeite e água" emitida pela SIC e SIC Notícias, e Joana Pereira Bastos recebeu a Gazeta de Imprensa, pela reportagem "As férias da liberdade", publicada pelo Expresso.

A Gazeta de Rádio foi atribuída a Nuno Guedes, pela reportagem "A ilha do tempo", emitida pela TSF, enquanto a Gazeta de Multimédia foi para Reinaldo Rodrigues, autor de "Um outro país", reportagem divulgada nas plataformas digitais e redes sociais do Diário de Notícias, do Jornal de Notícias e da TSF.

Tiago Miranda recebeu a Gazeta de Fotografias, pelo conjunto de fotografias da reportagem "Nós somos oito mil histórias", divulgada pelo Expresso, Diogo Assunção o prémio Gazeta Revelação, pela reportagem "A altura dos sonhos", transmitida pela TVI, e o jornal online A Mensagem de Lisboa recebeu a Gazeta de Imprensa Regional.

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