PS, PSD e PCP aprovam ida de Marcelo ao Catar, Bloco e IL votaram contra

CNN Portugal , com Lusa, atualizado às 16:12
21 nov, 15:38
Votação Orçamento do Estado para 2023 (António Pedro Santos/Lusa)

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, tinha pedido autorização à Assembleia da República para estar presente no Mundial do Catar, tal como acontece com as restantes viagens diplomáticas, em nome do "interesse nacional"

A comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros aprovou, esta segunda-feira, a deslocação do Presidente da República ao Catar, para ver o primeiro jogo da Seleção Nacional no Mundial 2022. A confirmação da votação vai ser esta terça-feira em Plenário.

A votação desta segunda-feira contou com os votos contra da Iniciativa Liberal e do Bloco de Esquerda e com a abstenção do Chega. O PS, PSD e PCP aprovaram o parecer e o PAN e Livre não têm assento na Comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros, onde decorreu a votação.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, tinha pedido autorização à Assembleia da República para estar presente no Mundial do Catar, tal como acontece com as restantes viagens diplomáticas, em nome do "interesse nacional".

"A minha ideia era primeiro em território português dizer o que penso sobre a situação dos direitos humanos no Catar e depois em território do país onde me desloco dizer o que penso da situação dos direitos humanos. É o que tenho feito, fiz isso com outros países que não têm regimes democráticos e com os quais mantemos relações", afirmou aos jornalistas.

A ida do Chefe de Estado ao Catar tem sido amplamente criticada, não apenas pelas polémicas em que o país está envolvido - e que dizem respeito aos direitos humanos e à morte de mais de seis mil trabalhadores na construção dos estádios que irão ser palco da competição -, mas também pelas declarações do próprio Marcelo Rebelo de Sousa quanto a tais polémicas. "O Catar não respeita os direitos humanos, mas, enfim, esqueçamos isto", disse o chefe de Estado no passado dia 17.

O Presidente da República não pode ausentar-se do território nacional sem o assentimento da Assembleia da República, de acordo com a Constituição.

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