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Marcelo recebe elogio de Rangel pela ligação às comunidades e admite voltar aos EUA

Agência Lusa , AM
22 set 2025, 06:57
Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa (LUSA)
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Marcelo Rebelo de Sousa e Paulo Rangel deslocaram-se a Nova Iorque para a 80.ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas

O Presidente da República recebeu em Nova Iorque um elogio do ministro dos Negócios Estrangeiros pela sua ligação às comunidades emigrantes portuguesas e admitiu voltar aos Estados Unidos da América até ao fim do mandato.

Marcelo Rebelo de Sousa e Paulo Rangel, que se deslocaram a Nova Iorque para a 80.ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), estiveram juntos no domingo durante uma receção a representantes da comunidade portuguesa e funcionários da missão portuguesa junto da ONU.

Na sua intervenção, perante dezenas de pessoas presentes neste encontro num hotel de Nova Iorque, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros agradeceu aos emigrantes portugueses e lusodescendentes "aquilo que fazem pelo país" e elogiou Marcelo Rebelo de Sousa por ser um "Presidente que é amigo e presente nas comunidades".

"É para o nosso país e para nós todos um grande conforto, um grande bem-estar na nossa alma lusitana saber que temos um Presidente que tem sempre os portugueses das comunidades em primeiro lugar no seu coração e na sua mente", considerou Paulo Rangel.

O chefe de Estado, que discursou a seguir, lembrou as suas primeiras viagens aos Estados Unidos da América e admitiu regressar ainda uma vez mais até ao fim deste seu segundo mandato presidencial, que termina em 09 de março do próximo ano.

"Será que esta última vinda é a última vinda como Presidente da República? Eu estou com pouca vontade que seja a última", disse.

Marcelo Rebelo de Sousa referiu que "para as Nações Unidas, isso será a última, em princípio", mas que há "um ou outro caso de compromisso não cumprido" de visitas a comunidades que deseja cumprir: "Tem de caber pelo menos um deles. Eu não digo qual, para depois o outro não ficar melindrado".

"Vocês são surpreendentes. E é por isso que até ao fim do mandato eu quero ver se encontro mais lusodescendentes, luso-americanos, aqui nos Estados Unidos, pelo menos uma vez. E depois, como não tenciono propriamente finar-me rapidamente, tenho projetos da mais variada natureza para não vos deixar à solta por muito tempo", acrescentou.

Como Presidente da República, desde 2016, Marcelo Rebelo de Sousa esteve 12 vezes nos Estados Unidos da América, contando com a atual deslocação, oito das quais para eventos na sede da ONU, e visitou comunidades nos estados de New Jersey, Nova Iorque, de Massachusetts e Rhode Island, da Virgínia e da Califórnia.

No seu discurso, o chefe de Estado falou da comunidade portuguesa e lusodescendente no Havai, "que desembarcou nos anos 50 e 60 do século passado", e destacou o seu peso político obtido em eleições recentes: "Renasceu a nível quer estadual, quer federal, coisa espantosa".

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, "isto tem acontecido um pouco por todos os estados" norte-americanos, "com altos e baixos", e a importância dos portugueses nos Estados Unidos da América, "que são um milhão e meio ou mais", é reconhecida por todos os embaixadores em Portugal.

Nesta receção estiveram presentes o embaixador de Portugal nos Estados Unidos da América, Francisco Duarte Lopes, o representante permanente de Portugal junto da ONU, embaixador Rui Vinhas.

O Presidente da República aproveitou para dar conta de que no fim deste mês receberá o recém-nomeado novo embaixador norte-americano em Portugal, John Arrigo, para entrega de credenciais.

Num discurso em que repetiu as mensagens de "ser-se português é ser-se universal" e de que Portugal é "o melhor país do mundo", o chefe de Estado contou ter lido que "Portugal foi considerado o país do mundo que oferece, em termos de felicidade dos turistas, a maior felicidade". 

"Ganhámos esse prémio, nós somos surpreendentes", comentou.

Marcelo elogia segurança, crescimento económico e equilíbrio financeiro de Portugal 

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, elogiou o crescimento económico e o equilíbrio financeiro de Portugal, que descreveu também como um país que oferece estabilidade e segurança.

"Se vos quiser dizer da situação económica portuguesa, para dizer como somos bons nisso, e não é por estar aqui o seu ministro, mas o que é facto é que já chegámos a uma coisa que era inimaginável, que é não só o equilíbrio das contas públicas, mas superavit", afirmou.

Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que Portugal passou "a ter uma dor de cabeça" que é a discussão sobre se há "mais 0,1 ou menos 0,1 em termos de superavit ou de défice", e comentou: "Antigamente eram outros países que tinham essa doença, agora é Portugal". 

O Presidente da República descreveu Portugal como um país com preocupação com o equilíbrio financeiro, com a taxa de emprego e com o crescimento económico, que está "a crescer no quadro europeu ao quase mais alto nível", e também "que oferece segurança, que oferece estabilidade, que oferece um ambiente humano único".

No fim do seu discurso, como já tinha feito em anteriores encontros com emigrantes e lusodescendentes, o chefe de Estado exclamou que Portugal "é o melhor país do mundo".

"É um orgulho ter cidadãos como vocês, e é um orgulho que mostra a fibra dos portugueses. Nós somos assim, vamos para nove séculos de História assim, cada vez melhores, mais fortes, mais sofisticados, mais solidários, mais influentes, porque melhores", disse, dirigindo-se às dezenas de pessoas presentes na sala.

Na sua intervenção, Marcelo Rebelo de Sousa enquadrou as relações luso-americanas como "um percurso de aproximação constante" e destacou o crescimento do número de turistas e residentes norte-americanos em Portugal, "comprando habitação nos sítios mais espantosos".

"Os Estados Unidos hoje, sabiam, são o terceiro maior visitante do mundo em Portugal. Só têm à frente os espanhóis, também mal seria, que vão e vêm, atravessam a fronteira permanentemente, e em segundo lugar os alemães, que é uma surpresa, que já vão num milhão e setecentos mil, mas quase colados os americanos", referiu.

O chefe de Estado realçou que, além de Lisboa e do Porto, tem também aumentando a presença de norte-americanos no Algarve, onde "estão a transformar-se num mercado importantíssimo, substituindo os britânicos".

"À volta da minha casa, em Cascais, só encontro americanos", relatou Marcelo Rebelo de Sousa.

No plano económico, apontou o investimento, "claro, no imobiliário", com "parte da costa alentejana comprada por americanos", mas também a aposta em "novos negócios, com escalas diferentes e dimensões diferentes, em Portugal". 

"É uma moda que tem dez anos. Começou antes, mas de repente deu um pulo em dez anos, mais acelerado em cinco anos, mais acelerado nos últimos dois anos", situou, antevendo que "não vai parar, vai acelerar". 

"E não há embaixador que chegue que não queira logo saber qual é o setor privilegiado para aposta norte-americana. Isto é muito, muito impressionante", concluiu. 

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