Marcelo pede ao Brasil que não deixe morrer a celebração dos 200 anos da sua independência

Agência Lusa , BCE
12 jan, 00:01
Marcelo Rebelo de Sousa (Lusa/Miguel A. Lopes)
Marcelo Rebelo de Sousa (Lusa/Miguel A. Lopes)

Presidente da República considera que este é um "dever nacional" tanto dos portugueses como dos brasileiros

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O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu esta terça-feira que é um dever dos dois lados do oceano Atlântico não deixar morrer a celebração dos 200 anos de independência do Brasil, em que já anunciou a intenção de estar presente.

Marcelo Rebelo de Sousa deixou este apelo no Museu de Marinha, em Lisboa, na cerimónia de abertura das comemorações do centenário da primeira travessia aérea do Atlântico Sul, realizada por Sacadura Cabral e Gago Coutinho em 1922, quando se celebraram os 100 anos da independência do Brasil em relação a Portugal.

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O chefe de Estado português disse que este foi um feito na altura também "vivido intensamente no Brasil" e que "reuniu os dois povos, superou as vicissitudes económicas e sociais e políticas de um lado e do outro do Atlântico e permitiu efetivamente reacender os laços de amizade fraternal".

"A travessia foi um fator essencial na aproximação entre os dois Estados e os dois dois povos. Eis um bom motivo de reflexão – pensava para comigo mesmo, ao ouvir os oradores anteriores – neste ano em que celebramos 200 anos da independência do Brasil. Não podemos permitir que vicissitudes conjunturais de qualquer ordem afetem um momento que deve ser simbólico e significativo na vida dos dois Estados e das duas nações irmãs", acrescentou.

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Assinalando que nesta cerimónia estava presente "a representação da Embaixada do Brasil", Marcelo Rebelo de Sousa deixou "uma chamada de atenção para portugueses e brasileiros, para autoridades portuguesas e brasileiras, para que se não perca aquilo que é um dever nacional de um lado e de outro do oceano de não deixar morrer a celebração deste segundo centenário".

O Presidente português apontou Sacadura Cabral e Gago Coutinho como "dois heróis portugueses que deram o exemplo de como celebrar o centenário da independência" do Brasil.

E pediu que, seguindo o seu exemplo, as atuais autoridades dos dois países estejam, "no mínimo, à altura daquilo que foi a originalidade do nascimento do Brasil, única em todos os processos de descolonização, sendo o primeiro imperador brasileiro o filho primogénito do imperador e rei de Portugal".

O chefe de Estado referiu que estava também na assistência "o senhor embaixador Francisco Ribeiro Telles, que tem a missão árdua de acompanhar do lado português a celebração do segundo centenário da independência do Brasil".

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No exterior do Museu de Marinha, ao despedir-se de Francisco Ribeiro Telles, Marcelo Rebelo de Sousa observou: "É preciso é que eles nomeiem o brasileiro responsável".

Nesta cerimónia estiveram, entre outros, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, o chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA) e os chefes de Estado-Maior da Armada, Força Aérea e Exército.

2022, o ano em que Marcelo prevê "grandes deslocações" na sua agenda

Em novembro do ano passado, Marcelo Rebelo de Sousa anunciou que em 2022 fará "grandes deslocações, entre elas, a mais longa e mais exigente a Timor-Leste, pelos 20 anos da independência", que se assinala em 20 de maio.

O Presidente da República adiantou que tenciona estar nas comemorações dos "200 anos da independência do Brasil", que é comemorada em 7 de setembro.

Desde que assumiu a chefia do Estado português, em março de 2016, Marcelo Rebelo de Sousa ainda não visitou Timor-Leste.

Já esteve várias vezes no Brasil, embora não em visita de Estado, uma das quais para representar Portugal na posse do atual Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, em 1 de janeiro de 2018.

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