Covid-19: Marcelo pede que pais sejam "sensíveis" na vacinação das crianças

10 dez 2021, 20:26

Chefe de Estado diz que todas as partes cumpriram a respetiva missão

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O Presidente da República pediu esta sexta-feira que os pais sejam "sensíveis" na questão da vacinação das crianças entre os 5 e os 11 anos contra a covid-19. Marcelo Rebelo de Sousa afirma que todos os intervenientes no processo estiveram bem, e destaca a necessidade de haver "liberdade" na escolha.

"Espero que os pais sejam sensíveis aos argumentos dos especialistas, mas decidam livremente, em cosciência", disse.

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Sobre a decisão da Direção-Geral da Saúde (DGS), o chefe de Estado fala numa questão que "está resolvida", afirmando que o parecer é "muito claro", vincando a "força da democracia".

"Todos cumpriram a sua missão: quem pediu a divulgação dos pareceres cumpriu a sua missão, quem disse 'há que esperar que os especialistas tenham uma versão definitiva' cumpriu a sua missão", acrescentou, dizendo que os pais, "e bem", quiseram saber mais sobre o processo.

Aos jornalistas, o Presidente da República defendeu que o processo de vacinação dos mais novos tem de ser visto “sem dramatização” e disse também acreditar que a adesão será, à semelhança de noutras faixas etárias, “progressiva”.

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“Quando foi dos 12 aos 17 anos havia muitas dúvidas e num primeiro momento houve naturalmente resistências e interrogações, depois houve uma adesão progressiva. Tenho a sensação que é o que vai acontecer aqui, mas em liberdade”, observou, lembrando que em Portugal o grande tema não é se a vacinação se torna obrigatória, mas se se obtém “mais esclarecimentos para podermos livremente vacinar-nos”, realçou.

E, acrescentou, "penso que esta questão tem de ser vista sem dramatização". 

A DGS recomendou a vacinação de todas as crianças daquela faixa etária a 7 de dezembro. Depois disso surgiu alguma polémica, nomeadamente por causa do atraso na divulgação do parecer técnico que sustentou a decisão.

Sem razões para mudar no Natal

O Presidente da República disse não ver razões para o país estar numa situação diferente da atual no Natal, considerando que com a vacinação se está a caminhar para “o enfraquecimento da pandemia”.

“Não vejo razões para daqui a 15 dias estarmos numa situação que não seja a lógica da continuação da situação que vivemos hoje. Portanto, eu diria que nós estamos a caminhar progressivamente, até por causa da vacinação, para o enfraquecimento da pandemia”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, questionado pelos jornalistas sobre se os portugueses poderiam este ano ter um Natal mais tranquilo.

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À margem da reunião do Conselho de Fundadores da Fundação de Serralves, no Porto, o Presidente da República disse, no entanto, que “esse caminho” tem de ser feito “com bom senso, sem dramatização e com o mínimo de prevenção”.

Já quanto ao aumento da incidência em algumas regiões do país, o chefe de Estado salientou que “nunca se testou o que se testa” atualmente, seja para espetáculos, eventos, encontros familiares ou no dia-a-dia.

“Não tem comparação com o que se testava há um ano. Testa-se muitas vezes mais e de repente a diferença de positivos é insignificante, estava em três mil, quatro mil casos [positivos à covid-19] para milhares, milhares, milhares de testes”, observou.

Lembrando que a variante Ómicron é mais contagiante, mas menos mortal, Marcelo Rebelo de Sousa salientou que a situação tem de ser encarada “com cabeça fria”.

“Isto é, atentos, prevenindo, mas sem dramatizações. Sobe a incidência, mas não sobe a mortalidade”.

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