Marcelo diz que "nunca houve" uma pré-campanha tão esclarecedora como esta

Agência Lusa , BCE
12 jan, 19:58
Marcelo Rebelo de Sousa (TIAGO PETINGA/LUSA)

Presidente da República disse ainda esperar uma solução para o voto das pessoas em isolamento "nos próximos dias", remetendo esta questão para os partidos e para o Governo

O Presidente da República considerou esta quarta-feira que a pré-campanha para as eleições legislativas está a ser muito esclarecedora, dando por isso os parabéns por isso à comunicação social e aos partidos.

Em resposta a questões dos jornalistas, após discursar numa conferência sobre regionalização, promovida pelo grupo Global Media, no Cinema São Jorge, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou esperar "uma subida muito apreciável do voto antecipado".

"Tem havido debates muito esclarecedores, muito amplos, como nunca houve em tempo pré-eleitoral. A comunicação social está de parabéns, mas também os protagonistas partidários, os partidos políticos e seus dirigentes", elogiou.

Segundo o chefe de Estado, no atual contexto, "o grau de esclarecimento é muito grande e as pessoas podem perfeitamente ponderar a vantagem de antecipar o voto, e com isso antecipar também situações sanitárias, mas até do ponto de vista da gestão do seu tempo para participação política terem uma opção alternativa que é atraente".

Questionado se ainda há tempo para se encontrar uma solução para o voto das pessoas em isolamento devido à covid-19 nas legislativas de 30 de janeiro, Marcelo Rebelo de Sousa disse esperar que o processo conheça desenvolvimentos a qualquer momento.

 "Eu sei que os partidos estão a falar, que o Governo está a preparar. Também se está à espera do parecer do Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República (PGR), que está iminente. Portanto, tenho a esperança de que nos próximos dias o processo possa andar", indicou.

Interrogado sobre a notícia de que as autoridades espanholas se preparam para começar a tratar a covid-19 em termos semelhantes aos da gripe e se Portugal deve fazer o mesmo, o Presidente da República remeteu a questão para as autoridades sanitárias portuguesas.

"Eu nunca tomei a iniciativa de me pronunciar sobre questões concretas de decisão das autoridades sanitárias. Elas ponderarão e decidirão se a situação portuguesa é igual ou diferente da situação espanhola", disse.

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