Eleições em Angola: "Somos irmãos, mas nenhum de nós deve interferir", defende Marcelo

28 ago, 20:25
Marcelo Rebelo de Sousa em Angola

Presidente da República afirmou que o processo eleitoral em Angola deve ser resolvido internamente pelos angolanos depois de ter recebido o líder da oposição, que contesta os resultados

Marcelo Rebelo de Sousa defendeu este domingo que nenhum dos países da CPLP deve interferir nas eleições em Angola, mesmo que sejam "muito amigos". 

Neste processo eleitoral que ainda está em curso, “o papel de Portugal é ouvir, respeitar, não se meter naquilo que não é chamado, mas ser naturalmente sensível a estes valores: é um tema angolano, não é um tema internacional, não é um tema que seja resolvido por outras instâncias intermediárias que não sejam os angolanos”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

"Somos irmãos, mas nenhum de nós deve interferir. É uma questão interna angolana – resolvida entre os angolanos e não propriamente entre intermediários internacionais – mesmo que sejam muito amigos", afirmou o chefe de Estado português.

Em declarações aos jornalistas, à margem da visita a Luanda para o funeral do antigo presidente José Eduardo dos Santos, Marcelo acrescentou: "Aquilo que confirmei foi a grande maturidade dos angolanos, cidadãos e políticos, que é de tratar o que é angolano entre angolanos, utilizando todos os meios que a constituição e a lei permitem, num clima de paz. Aliás, os angolanos querem a paz, a tranquilidade e o entendimento".

Na mesma intervenção, o Presidente da República confirmou que esteve reunido com Adalberto Costa Júnior, um encontro já prometido antes das eleições, aina quando este era pré-candidato pela UNITA.

"Falei ouvindo – ouvi mais do que falei", detalhou.

 

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