Confrontos no Martim Moniz: PSP garante que apenas "protegeu" duas jovens e diz que agentes foram "cercados e atacados"

1 abr 2023, 22:46

Autoridade fala em "danos diversos em estabelecimentos comerciais"

Dois polícias ficaram feridos na sequência dos confrontos ocorridos entre manifestantes que protestavam pelo direito à habitação e a PSP.

De acordo com comunicado daquela autoridade “um dos polícias foi ferido na face” e “um outro polícia” ficou com “diversas dores nos membros”, depois de ambos terem sido “atingidos por garrafas”.

O comunicado confirma ainda que foram danificadas duas motas e dois carros da polícia, depois de se ter percebido que vários veículos foram alvo de vandalismo por parte dos manifestantes.

Em simultâneo, e segundo a PSP, foram provocados “danos em diversos estabelecimentos comerciais”, com manifestantes a pintarem paredes e montras no local. Entre essas pessoas estavam duas jovens que foram identificadas pelas autoridades.

Seguiu-se uma exaltação dos manifestantes presentes, com a PSP a referir que os agentes foram “cercados e atacados, através de agressões físicas, com contato direto, do arremesso de pedras e de garrafas de vidro”, optando depois por entrar num supermercado “para se protegerem e protegerem as duas manifestantes abordadas”.

A PSP esclarece assim o caso das duas manifestantes, uma vez que vários civis presentes no protesto afirmaram que ambas as jovens estavam a ser detidas. Segundo a versão da PSP as suspeitas foram apenas identificadas e, posteriormente, protegidas.

“Outros manifestantes tentaram forçar a entrada no supermercado, pelo que foi necessário o uso da força e meios coercivos de baixa potencialidade letal, bem como mobilização de reforços policiais para conter as agressões em curso”, informa ainda a polícia, que teve de criar um perímetro de segurança.

Os proprietários das lojas vandalizadas não apresentaram queixa, pelos que as duas jovens foram apenas identificadas, e não detidas. “Os factos serão comunicados à autoridade judiciária competente”, esclarece a PSP, que “apela para que todos os cidadãos exerçam o seu direito de reunião e manifestação de forma pacífica e responsável, acatando as ordens legais e legítimas dos polícias que cumprem a sua missão”.

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