Cinco jogadores decisivos têm guia de marcha do Manchester United, incluindo o histórico Marcus Rashford
Nenhum deles foi pedido por Ruben Amorim e todos têm um feitio complicado. Talvez por isso mesmo, o treinador português não se importará muito em despachar, de acordo com Fabrizio Romano, cinco jogadores que seriam úteis a qualquer equipa, mas que no Manchester United eram autênticos problemas.
Como até fez parecer nas palavras que teve sobre Viktor Gyökeres - não pode querer jogar no Manchester United só pela Champions -, é preciso mais do que muito talento para jogar com Ruben Amorim.
Marcus Rashford, acima de todos, foi um choque assumido pelo treinador português assim que chegou. Ainda o tentou usar, mas a falta de comprometimento levou as partes a separarem-se.
O internacional inglês que era menino bonito da formação seguiu para Birmingham, mas o Aston Villa não quis ficar com ele.
A saída é tão clara que até já foi confirmado que a camisola número 10, há anos nas costas de Marcus Rashford, passará a ser usada por Matheus Cunha.
O mesmo que aconteceu a Antony (custou 95 milhões de euros), um craque que trata a bola como poucos, mas precisa que lhe apertem os parafusos certos para funcionar. Se Erik ten Hag já não tinha conseguido fazê-lo, Ruben Amorim muito menos.
O brasileiro teve guia de marcha para Sevilha, onde brilhou no Bétis com um Manuel Pellegrini apostado em fazer renascer jogadores - Isco, lembram-se?
Mas o elevado salário que aufere afasta-o da equipa espanhola e de tantas outras. Certo é que, como Marcus Rashford, está autorizado a procurar clube, não se esperando sequer que se apresente na pré-época.
No meio dos dois casos, Alejandro Garnacho também é sinónimo de problemas. Nem é tão problemático como Marcus Rashford, nem foi tão inócuo dentro de campo como Antony. O problema é outro.
É que o argentino tem feitio de estrela e parece lidar mal com a gestão do treinador português, que exige comprometimento a 100%, o que não parece ser totalmente o caso de Alejandro Garnacho.
Outro caso em que o problema parece estar fora de campo é o de Jadon Sancho (custou 85 milhões de euros). Não é de agora, de todo, mas o inglês parece mesmo não encontrar aquilo que se viu em Dortmund, quando encantou tudo e todos no Borussia.
Nem chegou a passar pela gestão de Ruben Amorim, já que foi emprestado ao Chelsea logo no início da época, mas também não conta para a estrutura atual.
Por último, Tyrell Malacia (custou 15 milhões de euros), um nome menos sonante que os outros quatro e que foi um pedido expresso de Erik ten Hag, também está de saída. O lateral-esquerdo nunca convenceu Ruben Amorim, de tal forma que o Manchester United teve de contratar Patrick Dorgu em janeiro, enquanto emprestava o neerlandês ao PSV Eindhoven.
Marcus Rashford e Alejandro Garnacho são das escolas do Manchester United e por isso não custaram dinheiro ao clube, mas os outros três juntos representam um investimento de 195 milhões de euros. Um investimento que dificilmente vai ser recuperado e que pode, em grande parte, acabar no lixo.
