Amorim: «Podemos vencer, mas há posturas que devem mudar»

15 dez 2024, 19:33
Ruben Amorim (EPA/MARTIN DIVISEK)

Treinador do Manchester United sublinhou a postura exigida no clube

No rescaldo da vitória do Manchester United sobre o Manchester City, por 1-2, Ruben Amorim voltou a esclarecer a ausência de Rashford e Garnacho. Em conferência de imprensa, o treinador português também analisou o dérbi.

«É fácil dizer agora que fizemos o suficiente para vencer, afinal sou treinador do Manchester United. Acho que fizemos um bom trabalho, soubemos controlar o Manchester City. Não criámos tantas oportunidades quanto queríamos, foi um jogo equilibrado. Foi uma partida diferente face àquela com o Arsenal, porque aí não senti a crença dos jogadores. Hoje, esse foi um aspeto decisivo.»

[Rashford e Garnacho] «Não foi uma decisão disciplinar. Para o próximo jogo há novas oportunidades. Mas, para mim o desempenho nos treinos e nos jogos é importante, além da forma como se vestem, como se alimentam, como interagem com os colegas de equipa. Tudo é importante e, no início de um processo, quando queremos mudar muitos aspetos, quando há pessoas no clube a perderem os empregos, devemos colocar a exigência no topo.»

«Por isso, terão de lutar por um lugar na equipa. E, hoje, provámos que podemos vencer se estivermos unidos. Há posturas que devem mudar. O Evans fez tudo bem e ficou em casa, mesmo sendo importante para nós. Se fosse algo disciplinar, eu seria o primeiro a esclarecê-lo. É simples. Se eles treinarem bem, com o talento que têm, seremos ainda melhores.»

«Para os adeptos há um significado especial [nesta vitória], mas tivemos um momento difícil há uma semana, frente ao Nottingham Forest. São três pontos, há que continuar.»

«Não quero falar apenas do Amad Diallo [que marcou o segundo golo], há muitos jogadores a melhorar e a sofrer pelo clube. O Erik Ten Hag trouxe o Diallo para a equipa principal, o Van Nistelrooy deu continuidade à evolução e nós vamos dar seguimento ao momento deste jogador. E sem cometer os erros do passado com jovens como o Diallo.»

«Mason Mount? Sentiu uma dor na perna. Vamos recuperá-lo, porque gosto muito dele e é muito importante para nós. É talentoso, trabalha muito e é humilde.»

 

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