Elogio vem do jogador que está há mais tempo no Manchester United, onde o treinador português encontrou vários problemas. Agora vai começando a arrumar a casa
Agora começa a dar para pensar quase exclusivamente no futebol, mas Ruben Amorim andou mais de meio ano com chatices que iam muito para lá do mau que acontecia quase sempre que o Manchester United entrava em campo.
Era um “ambiente tóxico”, como confirmou uma das figuras do clube, o lateral Luke Shaw, que veio dar um apoio público ao treinador e à sua abordagem mais dura desde que chegou vindo do Sporting.
Uma abordagem que chocou de frente com muitas taras e manias de um clube grande e de jogadores habituados à grandeza, mas que falhavam em toda a linha quando a exigência aumentava.
Só isso explica o encosto total e quase imediato de Marcus Rashford, uma das estrelas da academia do clube, mas que Ruben Amorim não teve problemas em colocar de lado.
Exige-se o máximo em cada momento e o treinador português foi claro: quem não estiver nesse espírito, não está com ele. E foi por isso que Alejandro Garnacho, Antony, Jadon Sancho ou Tyrell Malacia se juntaram ao inglês num lote de indesejados. Com Rashford transferido para o Barcelona, os outros quatro continuam a treinar à parte enquanto se tenta alcançar uma solução proveitosa para todos os lados.
“Penso que nós, como jogadores, especialmente os experientes, temos de exigir mais no dia a dia, numa base diária”, afirmou Luke Shaw, em declarações aos jornalistas à margem da preparação da equipa, que continua a decorrer nos Estados Unidos.
“O nível no treino, monitorizar o que estamos a fazer, garantir que ninguém chega atrasado ou assim, penso que temos de subir o nível de exigência. Penso que é isso que o Ruben claramente traz - a exigência”, acrescentou.
Mas não apenas a exigência. Também a mentalidade, “algo muito importante nas suas palavras”, continuou Luke Shaw, explicando que Ruben Amorim exige 100% e nada menos. “Se alguém está a 85% ou a 90%, não é suficiente para ele. Penso que, especialmente este ano, se não fizermos as coisas certas, penso que não vamos jogar”, reiterou o jogador que está no clube desde 2014, o que faz dele o homem com mais anos de Manchester United no plantel.
E se já era mais ou menos óbvio como atua o treinador, Luke Shaw confirmou a postura intransigente: “Não se incomoda [com as reputações], penso que têm visto nos últimos meses com diferentes jogadores e assim”.
“Não é difícil ver de fora como tem sido. Muito do tempo que tenho estado aqui tem sido extremamente negativo. Pode ser verdadeiramente tóxico, o ambiente, não é de todo saudável. Precisamos de um ambiente saudável, que seja positivo, com boa energia e alegria”, rematou.
