Lateral fala num Manchester United «diferente» e mais «unido»
Diogo Dalot já nota diferenças no Manchester United de Ruben Amorim, mas considera que ainda há um «longo caminho» a percorrer. O internacional português falou depois da convincente vitória sobre o Bournemouth (4-1) e destaca, acima de tudo, «um grupo mais unido».
«Desde logo, há outra conexão entre os jogadores. Penso que estamos a tentar criar um grupo em que todos lutam uns pelos outros. É claro que ainda nos falta um longo caminho, mas apontamos à perfeição, ainda que ela nunca exista. Acho que já se veem alguns sinais de uma equipa que está a lutar um pouco mais, a ter mais intensidade», começou por destacar no final do jogo.
Uma mudança que está diretamente relacionada com os métodos que Ruben Amorim tem vindo a intensificar nesta pré-época. «Como treinador, ele é muito bom a extrair o melhor de cada jogador. É muito claro na mensagem que passa: ou queres fazer parte da equipa ou não podes estar aqui. E se queres estar no Manchester United, tens de cumprir um certo nível de exigência, se não o fizeres este não é o lugar para ti», acrescenta.
Com Ruben Amorim, Dalot irá jogar mais vezes como ala. «Continua a haver margem para melhorar. Sinto sempre que sou capaz de melhorar o meu jogo e, quer me sinta mais ou menos confortável, tento sempre dar o meu melhor e isso é inegociável. Tentarei sempre estar disponível, nas melhores condições físicas e mentais possíveis para ajudar a equipa, e depois se o treinador achar que eu devo estar em campo, tentarei fazer o melhor possível. Mas claro, ao fim de vários jogos a jogar nesta posição e neste sistema, sinto-me confortável», comenta.
Dalot destaca também a importância da continuidade de Bruno Fernandes no grupo. «Penso que é uma mensagem clara de que ele continua a acreditar que este clube é capaz de voltar ao lugar onde pertence, e acho que não há forma melhor de começar a temporada do que teres o teu capitão a continuar ao leme do barco. É uma mensagem para todos no clube, para acreditarmos e para nos esforçarmos ao máximo para podermos ter sucesso», considerou.
Quanto à pré-temporada, Dalot destaca a preparação que Amorim faz antes de cada jogo. «Ele certifica-se que chegamos a cada jogo preparados e a saber mais ou menos o que vai acontecer do lado do adversário, por isso olhamos para cada partida com detalhe e trabalhamos muito os aspetos táticos. Ao mesmo tempo, a mensagem é clara: não há demasiada informação, toda a gente sabe duas ou três coisas que tem de fazer dentro de campo. Penso que quando nos habituarmos a isso, chegaremos a um ponto em que jogaremos quase de olhos fechados», explicou.
Mais difícil, para Dalot, foi falar de Diogo Jota, companheiro de seleção do lateral. «É difícil falar sobre isso. Não consigo imaginar o que a família passou, felizmente tive a oportunidade de estar com eles, ainda que não haja palavras para falar sobre uma tragédia destas. É algo que atingiu toda a gente, todo o mundo sentiu ainda que não conhecesse o Diogo pessoalmente. Ainda hoje, quando entrei em campo, vi camisolas com o nome dele e acho que ele vai ser relembrado para sempre porque ele merece. Era um grande homem, um grande companheiro de equipa, alguém que era um exemplo para mim porque punha a equipa sempre em primeiro lugar. Vou sempre lembrá-lo e espero que esteja em paz, onde quer que seja», referiu ainda Diogo Dalot.