Mais de 10 anos depois e ainda não se sabe ao certo o que aconteceu ao avião que transportava mais de 230 pessoas
Os passageiros do voo MH370 nunca foram encontrados nem ninguém faz ideia do que aconteceu ao certo com o avião, mas todos os que seguiam a bordo foram declarados legalmente mortos.
Agora, um tribunal de Pequim ordenou a Malaysia Airlines a pagar mais de 340 mil euros às famílias de oito dos passageiros que seguiam a bordo do voo que fazia a ligação entre Kuala Lumpur e a capital da China, e que desapareceu sem deixar rasto em 2014.
A conta é fácil: são 2,9 milhões de yuan (cerca de 343 mil euros) a pagar pelas despesas de funerais e danos emocionais causados às famílias, de acordo com o tribunal.
Uma conta que vale para oito passageiros, já que os restantes casos estão em fases diferentes: 23 continuam pendentes e em 47 outros foram alcançados acordos ou as queixas foram retiradas.
Uma má notícia para a Malaysia Airlines que coincide com o recomeço das buscas. É que o governo da Malásia anunciou que as operações iam ser retomadas a 30 de dezembro deste ano, tentando colocar fim a um mistério que até já valeu séries.
Do pouco que se sabe do voo, o comandante ao serviço, Zaharie Ahmad Shah, comunicou a sua posição quando passava pelo espaço aéreo do Vietname, cerca de 40 minutos após a descolagem.
O intercomunicador deixou de funcionar pouco depois e o controlo de tráfego aéreo perdeu o rasto ao avião, com o último movimento conhecido a ser uma curva à esquerda junto à Malásia peninsular.
Embora não existam teorias fechadas, os investigadores acreditam que o avião se despenhou no Oceano Índico, perto da Austrália.
Algumas peças do avião que transportava 227 passageiros e 12 tripulantes apareceram entretanto, mas o mistério da causa do acidente continua.