#ByebyeChanel: influencers russas destroem malas e acusam marca de luxo de "russofobia"

8 abr 2022, 10:48

Marca de luxo proibiu a venda de artigos na Rússia e a clientes russos, uma decisão que motivou a indignação de várias modelos e personalidades digitais

A Chanel proibiu a venda de produtos a clientes russos ou a pessoas que tenham intenções de utilizá-los na Rússia. Em causa, alega a marca de luxo, está a colaboração com as sanções impostas pela União Europeia. Esta decisão levou, contudo, à indignação de várias modelos e personalidades digitais do país, que se revoltaram assim:

Os vídeos partilhados nas redes sociais mostram as influencers digitais russas a cortar os objetos num ato de boicote à marca. A publicação da modelo Victoria Bonya, que reúne mais de nove milhões de seguidores no Instagram, antigiu cerca de três milhões de visualizações em apenas três dias.

"Nunca vi uma marca a agir de forma tão desrespeituosa como a Chanel", escreveu a modelo na descrição do vídeo onde corta uma carteira avaliada em pelo menos 8.000 euros.

O movimento foi replicado por Marina Ermoshkina, que , por sua vez, utilizou uma tesoura de jardinagem para destruir um artigo semelhante da Chanel. "Nem uma única bolsa, nem um único objeto vale o meu amor pela minha pátria" escreveu a jornalista.

"Sou contra uma marca que apoia a russofobia", declara Marina Ermoshkina.

Segundo a imprensa britânica, a Chanel limitou "a venda, direta ou indiretamente, de artigos de luxo a qualquer entidade ou pessoa com naturalidade ou residência legal na federação russa, ou destinados a serem usados nesse território". Foi o que aconteceu com a designer de interiores e influencer russa Lisa Litvin, que conta que se recusaram a vender-lhe uma bolsa da marca num dos principais centros comerciais do Dubai. "A gerente da loja disse-me que a partir de agora só venderiam a russos se assinassem um acordo que não usariam os acessórios na Rússia", descreve. Mas este não foi um caso isolado, com os mesmos relatos em lojas francesas e italianas.

Outra personalidade russa, Anna Kalashnikova, também se pronunciou sobre o assunto, revelando estar "indignada com o ato de russofobia da marca", mas que se recusa a cortar as malas porque "negatividade gera negatividade". Em vez disso, a apresentadora de televisão - que diz ter "muitas coisas da Chanel no guarda roupa" - adianta que vai entregar os artigos de luxo em pontos de recolha para a ajuda humanitária a refugiados e mulheres de Donbass: "Caros subscritores, meus fashionistas favoritos, juntem-se ao meu movimento".

 

 

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