Este acidente em Espanha fez ainda mais de uma centena de feridos
Os sistemas de sinalização da linha de alta velocidade entre Málaga e Andaluzia detetaram uma rotura na via férrea um dia antes do acidente de Adamuz, no qual morreram 46 pessoas, avança o El Mundo. No entanto, não ocorreu nenhum alerta automático porque o sistema “não estava configurado para alertar devido à baixa confiabilidade”.
Segundo os investigadores da Guardia Civil, os sistemas de sinalização da linha de alta velocidade Málaga-Andaluzia detetaram a 17 de janeirouma alteração elétrica “compatível com uma rotura”.
O relatório, recebido pelo Tribunal de Montoro e a que o jornal teve acesso, detalha que a tensão na via caiu de cerca de 2 volts para 1,5 volts a partir das 21:46 do dia 17, mantendo-se até o acidente por volta das 19:43 de 18 de janeiro.
Embora armazenadas no Sistema de Ajuda à Manutenção, as quedas de tensão não acionavam alertas automáticos e só eram analisadas durante manutenção ou em caso de avaria reportada.
A Hitachi Rail GTS Spain, responsável pelo sistema, explicou que a deteção de rotura só gera alerta quando a tensão cai abaixo de 0,78 volts, limiar não atingido.
Com as novas informações, os investigadores descartaram hipóteses de sabotagem, terrorismo, negligência ou excesso de velocidade, concentrando-se agora na tese de rotura do trilho ou da solda como causa principal do descarrilamento.
Mais de uma centena de passageiros ficou ferida no acidente, enquanto o inquérito continua a detalhar falhas na configuração e monitorização da linha.