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Famalicão-Moreirense, 1-1 (crónica)

Nuno Dantas , Estádio Municipal de Famalicão
10 abr, 22:53

Água mole em pedra dura, tanto bate… que nem sempre fura

O Famalicão não foi além de um empate no dérbi minhoto com o Moreirense. Os famalicenses, moralizados com o empate no Dragão, sofreram muito cedo e, apesar de muito tentar, não conseguiram mais do que chegar à igualdade, podendo perder o 5.º lugar.

Os cónegos bem podem agradecer aos deuses pelo ponto conquistado: marcaram bem cedo e limitaram-se a defender todo o desafio, valendo o desacerto dos locais e a inspiração do guarda-redes André Ferreira.

O Moreirense entrou praticamente a marcar e guardou a vantagem a sete chaves. Hugo Oliveira premiou o bom desempenho da equipa no Dragão e manteve o onze que defrontou a formação portista. Já Vasco Botelho da Costa apresentou-se em Famalicão sem ponta de lança e com duas alterações em relação à equipa que perdeu com o Sp. Braga. Fabiano Souza e Stjepanovic foram a jogo nos lugares de Landerson e de Luís Semedo, jogando Alan ou Rodri Alonso na frente de ataque.

Os cónegos adiantaram-se no marcador logo aos cinco minutos, num lance puro de contra-ataque. Alan recuperou a bola, deu em Nile John que esperou a desmarcação de Rodri Alonso para endossar o esférico. O espanhol, isolado, driblou Carevic e abriu o marcador. Os famalicenses reagiram de imediato, mas o último passe não estava a sair.

Ainda assim, depois do golo só os locais quiseram chegar ao golo. Mathias de Amorim ficou muito perto de marcar num remate de ressaca, de pé esquerdo, a esbarrar com estrondo no poste. Os famalicenses animaram-se e, até ao descanso, encostaram a formação de Moreira de Cónegos às cordas. Francisco Domingues evitou aquilo que parecia golo certo do Famalicão. O lateral voou para evitar em cima da linha o golo de Elisor.

A toada de jogo manteve-se no segundo tempo. A turma anfitriã continuou a dominar por completo e os forasteiros a tentar sair em transição. Contudo, o golo continuava sem aparecer, apesar do esférico andar muitas vezes pela área cónega. Hugo Oliveira surpreendeu ao tirar Gustavo Sá de jogo e a lançar Pedro Santos no seu lugar, mas o tempo acabou por dar razão ao técnico famalicense, já que o golo do empate saiu da cabeça jovem esquerdino.

Até ao final, o Famalicão tentou de várias formas chegar à vitória, mas esbarrou na inspiração de André Ferreira e na falta de inspiração dos avançados. Beney, Mathias de Amorim e Abubakar ficaram perto de marcar, mas a divisão de pontos foi uma realidade. Destaque ainda para um penálti assinalado a favor do Famalicão, que acabou por ser revertido por Gustavo Correia após alerta do VAR.

A FIGURA: André Ferreira (Moreirense)

Um par de excelentes defesas valeram um preciso ponto aos cónegos. André Ferreira esteve inspirado na baliza do Moreirense, efetuando várias defesas de grau de dificuldade elevado. Na retina fica a intervenção com os pés, de recurso, ao remate já na pequena área de Beney. Fantástico! Nada podia fazer no golo famalicense.

O MOMENTO: Penálti revertido

Gustavo Correia assinalou aquilo que seria o primeiro penálti a favor do Famalicão no campeonato. O árbitro da partida viu falta de Nile John sobre Justin de Haas e apontou para a marca de grande penalidade. Contudo, alertado pelo VAR, o árbitro foi às imagens e reverteu a decisão. O Famalicão continua a ser a única equipa do campeonato sem penáltis.

POSITIVO: Regresso de Aranda

O dérbi do Minho marcou o regresso à competição de Oscar Aranda. O virtuoso extremo lesionou-se na pré-época e falhou todos os jogos até agora. O seu regresso à competição foi muito saudada pelos adeptos famalicenses. Aranda faz falta ao nosso campeonato.

 

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