Projeção CNN/TVI dá 4 possibilidades de maioria absoluta - inclui Bloco Central e coligação AD / IL / PAN

18 mai 2025, 21:21
Luís Montenegro à chegada à sede da AD (LUSA)

Nas projeções da Pitagórica para a CNN Portugal há poucas formas de os partidos conseguirem atingir os necessários 116 deputados para alcançar a maioria absoluta. Duas dessas possibilidades já foram descartadas por Montenegro

Na projeção da Pitagórica para a TVI e CNN Portugal, há quatro cenários que podem resultar numa maioria absoluta, mas todos dependem ou de um volte-face ou de uma solução inédita até aos dias de hoje.

Recorde a projeção da Pitagórica 

  • AD: 29,1% a 35,1% (80 a 100 deputados)​
  • Chega: 19,5% a 25,5% (50 a 70 deputados)
  • Partido Socialista: 19,4% a 25,4% (50 a 70 deputados)​
  • Iniciativa Liberal: 5% a 8% (6 a 14 deputados)
  • Livre: 3,2% a 6,2% (4 a 10 deputados)
  • CDU: 1,3% a 4,3% (1 a 5 deputados)
  • Bloco de Esquerda: 1,1% a 4,1% (1 a 5 deputados)
  • PAN: 0,5% a 2,5% (0 a 2 deputados)

Começando por considerar apenas as projeções mais conservadoras, os 116 deputados podem ser atingidos através de uma coligação entre AD e Chega que, nas projeções mínimas, atingem os 130 deputados. Na projeção mais otimista, se ambas as forças se unissem após as eleições, Ventura e Montenegro conseguiriam 170 deputados - 73,91% de todos os assentos no Parlamento. 

Certo é que para esta realidade se concretizar teria de existir um afastamento por completo do compromisso do “não é não” assumido por Luís Montenegro na liderança do PSD. Mais provável e tendo já existido conversações nesse sentido, seria uma coligação pós-eleitoral entre AD e IL. 

Porém, nem no cenário mais otimista, em que a AD consegue 100 deputados e a IL 14 parlamentares, as duas forças atingiram a maioria absoluta. Para isso, precisariam de outro partido que lhes ‘emprestasse’ dois mandatos. E há um que tem evitado posicionar-se tanto à esquerda como à direita que pode fazer a diferença: o PAN, que já ajudou a viabilizar a liderança de Miguel Albuquerque à frente do Governo regional da Madeira.

Matematicamente é também possível o PS e o Chega conseguirem uma maioria negativa mas só no cenário mais otimista, em que ambos conseguem 140 deputados juntos. Na projeção mínima, Ventura e Pedro Nuno não alcançam mais do que 100 assentos parlamentares. Esta seria a quarta possibilidade, ainda que muito improvável.

Segundo as projeções feitas para a TVI e para a CNN Portugal, o PAN tem uma intenção de voto entre os 0,5% e os 2,5%, o que equivale a uma margem de 0 a 2 deputados. Contando o cenário mais otimista, em que Inês Sousa Real deixa de ser deputada única, teoricamente PAN+IL+AD garantiriam exatamente os votos suficientes para uma maioria absoluta.

Os resultados mostram ainda uma outra solução: a possibilidade de um bloco central entre PS e AD. Tanto no cenário mais pessimista, em que Pedro Nuno Santos consegue 50 deputados, e Luís Montenegro 80, atingir-se-ia uma maioria absoluta. Durante a pré-campanha, o antigo presidente da Assembleia da República, o socialista Ferro Rodrigues admitiu esta possibilidade em entrevista à Renascença, pedindo a que os dois principais partidos “tenham juízo” e “não fomentem crises desnecessárias".

Montenegro, no entanto, já descartou esta possibilidade logo no dia em que apresentou a sua recandidatura. “Nós queremos a legitimação do voto popular para podermos executar o nosso programa, nós queremos ter a maioria dos votos dos eleitores, não queremos nenhum acerto, nenhum esquema de, nas costas dos portugueses, encontrar soluções de governo, nós queremos governar tendo mais votos que os outros”, afirmou há um mês.

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