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Polícias não aceitam proposta do MAI para aumentos. Governo ameaça que fica tudo como está

Beatriz Céu , (notícia atualizada às 19:50)
7 jun, 19:25
Manifestação de polícias (Estela Silva/Lusa)

Os sindicatos da GNR e da PSP voltaram a reunir-se esta sexta-feira, depois de a quarta ronda de negociações ter terminado sem acordo e com várias desistências pelo meio

O Ministério da Administração Interna (MAI) avisou a Plataforma de Sindicatos e Associações da PSP e GNR de que, se não aceitarem a proposta do Governo, "não irá proceder a qualquer alteração à componente fixa" do suplemento de missão que está a ser negociado, segundo comunicado interno de um dos sindicatos da plataforma, o Sindicato Nacional da Carreira de Chefes da PSP (SNCC), a que a CNN Portugal teve acesso.

"Fomos assim informados que por decisão governamental, caso não exista acordo entre as partes, o Governo então não irá proceder a qualquer alteração à componente fixa, mantendo-se tudo inalterado tal qual se encontra no presente momento, ficando este assunto para resolução em Orçamento de Estado caso se venha a verificar essa viabilidade", pode ler-se no comunicado enviado às redações pelos próprios sindicatos.

Os sindicatos da GNR e da PSP reuniram-se esta sexta-feira para analisar a proposta do MAI, depois de a quarta ronda de negociações ter terminado sem acordo e com várias desistências pelo meio, e para tentar que o Governo fosse mais longe nos aumentos.

Segundo o SNCC, "foram desenvolvidos e estabelecidos contactos a nível ministerial, no sentido de ser efetuada a valorização da proposta apresentada pelo MAI de 200€ + 50€ + 50€ (2024-2025-2026)", que corresponde a um total de 300 euros (que acrescem à componente variável de 20% e aos 100€ de componente fixa), "valor esse, que decorrente dos aumentos da TRU até 2026, se preveja estar perto dos 326 euros".

O gabinete de Margarida Blasco manteve, escreve o sindicato, a proposta dos 300 euros, acrescentando apenas "medidas compensatórias de valorização, como o incremento do valor de suplementos a curto trecho, e/ou bonificação em sede de IRS, sem que, contudo seja possível neste momento quantificar valores e/ou data efetivas".

"Não havendo medidas efetivas, o Sindicato Nacional da Carreira de Chefes da PSP, integrado na Plataforma, manteve a posição de não aceitar o valor em causa, já que o considera aquém do justo, não equitativo e indigno, não havendo assim qualquer motivo para existir nova reunião entre a plataforma e MAI", adianta.

Os sindicatos e associações da PSP e GNR "deliberaram levar o acima exposto ao conhecimento formal dos seus associados, por forma a terem conhecimento do ocorrido e para que possam decidir relativamente ao seu futuro", com a nota a salientar "a diferença que os 300 euros podem fazer na vida de alguns polícias e militares da PSP e GNR".

A CNN Portugal sabe que a maioria dos associados optou por não aceitar os valores propostos pelo MAI e não chegar a acordo com o Governo.

Fonte do MAI disse à CNN que esta sexta-feira, 7 de junho, era a data final para "receber quaisquer contrapropostas" e que "as associações socioprofissionais e sindicatos não remeteram, até ao momento, formalmente, qualquer proposta".

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