"É hora de abrir a Suécia novamente". Medidas restritivas levantadas na próxima semana

3 fev, 12:32
Covid-19 na Suécia

Apesar dos elevados números de contágio por causa da variante Ómicron, que fazem o país bater novos máximos diariamente, a primeira-ministra anunciou que a maioria das restrições vai desaparecer na próxima semana

A Suécia vai levantar as medidas restritivas contra a covid-19 na próxima semana. O anúncio foi feito pela primeira-ministra Magdalena Andersson, citada pela Reuters, esta quinta-feira.

"É hora de abrir a Suécia novamente. Olhando para o futuro, as taxas de infeção vão permanecer altas por mais algum tempo, mas, até onde podemos analisar, as piores consequências do contágio já ficaram para trás", afirmou.

As restrições atuais, que incluem o fecho mais cedo de bares e restaurantes e um limite de 500 pessoas dentro de locais fechados maiores, tinham sido prolongadas até 9 de fevereiro, dia em que vão ser retiradas.

A recomendação de vacinação para maiores de 12 anos, assim como isolamento quando se confirmar a doença, vão continuar em vigor. Vão ainda manter-se as medidas restritivas para reduzir os riscos dos mais vulneráveis nos cuidados de saúde e nos cuidados aos idosos, assim como haverá recomendações para quem não for vacinado.

"Os adultos que não tiverem sido vacinados devem evitar congestionamentos e grandes multidões no interior dos edifícios", lê-se no site oficial das autoridades de saúde suecas.

Apesar dos elevados números de contágio por causa da variante Ómicron, que fazem a Suécia bater recordes de infeções diariamente, o sistema de saúde está numa situação melhor do que nas anteriores vagas da doença.

No início da semana, em conferência de imprensa, Karin Tegmark Wisell, diretora-geral da Agência de Saúde Pública, lembrou que nos últimos sete dias foram registados 270 mil novos casos, mas que o surto está tão disseminado que o número real pode ser de pelo menos meio milhão de pessoas por semana, enquanto a ministra de Saúde, Lena Hallengren, pedia para que as restrições fossem ser levantadas por etapas e não todas de uma vez. Um cenário que parece ter sido afastado pelo governo, que se prepara para reabrir o país.

Recorde-se que, no início da pandemia, a Suécia foi destaque entre as nações europeias pela resposta relativamente tranquila, sem confinamento ou encerramentos de estabelecimentos, apoiando-se no senso de dever cívico dos cidadãos para controlar as infeções.

Mas, rapidamente, o cenário mudou, e o país viu um rápido aumento de casos confirmados, que sobrecarregou o sistema de saúde. A sua estratégia atípica colocou os serviços de saúde com dificuldades e o rei Carlos XVI Gustavo afirmou mesmo que o país nórdico “falhou”.

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