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O que se está a passar com Greta Thunberg e com os outros ativistas que iam de barco para Gaza?

9 jun 2025, 10:55
Navio de Greta Thunberg intercetado por Israel

Organização diz que os ativistas foram "raptados". Israel vai obrigá-los a ver vídeos dos ataques do Hamas de 7 de outubro que espoletaram o conflito

A fotografia de capa deste artigo mostra o momento da interceção do Madleen, navio que tentava chegar a Gaza com ajuda humanitária. A fotografia foi partilhada pela Freedom Flotilla Coalition [Coligação Flotilha da Liberdade], responsável por esta ação.

Depois de a organização ter perdido o contacto com a embarcação, chegava a notícia de que esta tinha sido desviada pelas forças israelitas no domingo à noite, com a indicação para “regressarem aos seus países”

O navio tentava chegar à Faixa de Faza com ajuda humanitária. Partiu de Itália a 1 de junho para “quebrar o bloqueio israelita” em Gaza, onde a situação humanitária é angustiante, após mais de um ano e meio de guerra.

No navio seguiam doze ativistas franceses, alemães, brasileiros, turcos, suecos, espanhóis e holandeses a bordo, com destaque para a sueca Greta Thunberg, a mais conhecida.

Israel já veio garantir que os ativistas do barco com ajuda humanitária para Gaza estão “são e salvos”. “Foram-lhes dadas sandes e água. O espetáculo acabou”, escreveu o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel, que descreve a embarcação como o “iate da selfie”.

Destaque para a ativista sueca Greta Thunberg, que Israel diz estar “segura e com bom ânimo”.

Estas publicações estão a gerar críticas de que Israel está a utilizar este episódio para fazer propaganda, partilhando uma visão parcial do momento da detenção e tratando os ativistas de forma diferente conforme as suas nacionalidades.

A localização do navio Madleen e dos ativistas é desconhecida neste momento. A imprensa internacional refere apenas que a embarcação terá chegado ao porto de Ashdod.

A Freedom Flotilla Coalition [Coligação Flotilha da Liberdade] acusa Israel de “raptar” os ativistas e de confiscar toda a ajuda humanitária, incluindo alimentos e medicamentos, que seguiam para Gaza.

Foram partilhados de imediato vários vídeos, gravados anteriormente, onde os ativistas explicavam a quem se cruzasse com as imagens que, se as estivessem a ver, era sinal de que tinham sido “intercetados e raptados”.

Israel vai mostrar os vídeos “com os horrores” do ataque de 7 de outubro aos ativistas antes de os fazer voltar aos países de origem, informou o ministério da Defesa.

A interceção desta embarcação tem sido condenada em todo o mundo. Um dos países que já se posicionou foi a Turquia. O Hamas, com quem Israel está em guerra, já a considerou uma “violação flagrante do direito internacional”.

O Ministério das Relações Exteriores da Palestina agradeceu aos 12 ativistas da Coligação Flotilha da Liberdade os “esforços para romperem o cerco na Faixa de Gaza”, exigindo a sua proteção.

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