Líder do PS recusa fazer uma leitura nacional do resultado considerando que a “relação com a política nacional não pode ser feita”
O secretário-geral socialista, Pedro Nuno Santos, assumiu a derrota do PS/Madeira nas eleições regionais e recusou retirar qualquer ilação para as legislativas antecipadas por considerar que não se pode fazer uma relação com a política nacional.
“É uma derrota do PS da Madeira. Não há como ignorar. Lamento apenas que tenha ganhado o PSD/Madeira e Miguel Albuquerque em particular”, respondeu Pedro Nuno Santos aos jornalistas numa reação na sede do PS, em Lisboa, ainda antes de estarem apurados os resultados finais na Madeira.
O líder do PS recusou fazer uma leitura nacional do resultado considerando que a “relação com a política nacional não pode ser feita”.
“Relativamente à política nacional não tiro nenhuma ilação. Basta nós fazermos uma leitura destes 50 anos de eleições na Madeira e de eleições no país para percebermos que essa relação não pode ser feita”, afirmou, referindo que o PS “nunca ganhou uma eleição na Madeira e é o partido que mais eleições ganhou no país”.
Pedro Nuno Santos, que não esteve na Madeira no período oficial de campanha, escusou-se ainda a fazer qualquer apreciação sobre as decisões tomadas pelo PS na Madeira, apontando “um grande respeito pela autonomia regional”.
“Não posso comentar a vida interna do PS/Madeira. Não é porque queira fugir à questão é porque levamos mesmo a autonomia a sério”, respondeu quando questionado se entendia que Paulo Cafôfo tinha condições para continuar à frente da estrutura regional depois desta pesada derrota.
Segundo o líder do PS, “a escolha dos dirigentes do PS/Madeira é dos seus militantes” e não do secretário-geral socialista.
“Nós faremos o nosso trabalho nestas eleições legislativas que não são da responsabilidade do PS. É o Governo, é Luís Montenegro que são os responsáveis exclusivos por estarmos novamente em eleições legislativas”, reiterou.
Luís Montenegro saúda "vitória extraordinária" do PSD
Luís Montenegro destacou a “extraordinária vitória” do PSD nas eleições na Madeira, afirmando que o povo “mais uma vez provou sabe resolver nas urnas” os problemas causados na política.
“Efetivamente, o povo madeirense provou, uma vez mais, a sua paciência para resolver nas urnas aquilo que os políticos não foram capazes de resolver na Assembleia Legislativa”, afirmou Luís Montenegro na reação aos resultados das eleições legislativas antecipadas que deram mais uma vitória ao PSD local.
O líder social-democrata afirmou que “esta vitória corresponde, também, a uma derrota em toda a linha de uma oposição concertada e destrutiva do PS e do Chega”.
Na reação, Luís Montenegro lembrou que PS e Chega derrubaram o Governo dos Açores tal como fizeram ao Governo da Madeira e ao Governo da República para destacar que, na verdade, “têm sido os cidadãos a conferir condições de estabilidade quando estes dois partidos, concertados e juntos, põem os seus interesses à frente dos interesses das pessoas”.
“Na Madeira, como já tinha acontecido nos Açores, como, estou em querer, acontecerá em todo o país, as pessoas põem em primeiro lugar o crescimento da economia, o equilíbrio das contas públicas, as políticas que diminuem os impostos, que aumentam os rendimentos, que resolvem os seus problemas, aqueles que as afligem no seu dia-a-dia”, continuou o primeiro-ministro de Portugal.
Luís Montenegro desejou depois a Miguel Albuquerque “um quadriénio de sucesso à frente do Governo Regional para continuar a oferecer prosperidade e justiça social na região autónoma, partilhando com o Governo da República e com o Governo da Região Autónoma dos Açores um ciclo de crescimento, um ciclo de bem-estar, um ciclo de esperança, um ciclo que dá às pessoas a dignidade e a valorização da sua condição”.