Outrora perto de reforçar o FC Porto, Tomás Händel tem objetivos claros: jogar a Champions, vingar em Portugal e atingir a Seleção. Em entrevista ao Maisfutebol, o médio vimaranense revela o perfil para lá do futebol - PARTE III
Longe vai a frustração da transferência falhada para o FC Porto no princípio de 2025. Volvido quase um ano e meio, o médio de 25 anos prepara-se para concluir a época de estreia no estrangeiro, pelos sérvios do Estrela Vermelha. Titular indiscutível, acumula 39 jogos e já conquistou campeonato e Taça, além de disputar a Liga Europa. E aponta à Champions.
Em entrevista ao Maisfutebol a partir de Belgrado, o português revela a profissão alternativa a futebolista e o sonho de representar Portugal, ao invés da Áustria.
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Maisfutebol (MF): Há quase um ano e meio teve a oportunidade de reforçar o FC Porto, num negócio que caiu por terra a horas do fecho do mercado de inverno. À margem disso, há data definida para o regresso a Portugal?
Tomás Händel (TH): Não. Mas gostava de regressar e vingar na Liga. Vou continuar a trabalhar e a acreditar em mim. Pode ser que aconteça. Deixei o passado no devido lugar. Desde que vim para o Estrela Vermelha, nunca mais pensei nisso. Sinto-me privilegiado. Sou um sortudo.
MF: O apelido austríaco Händel é herdado pela família do pai?
TH: Sim! A minha trisavó era austríaca. Daí a minha dupla-nacionalidade. A federação da Áustria já entrou em contacto para eu representar a seleção, mas o grau de parentesco é afastado, pelo que a FIFA não permitiria. E, honestamente, não me vejo a representar outro país que não Portugal. Quero chegar à Seleção. Felizmente temos muitos jogadores de topo, os melhores do Mundo, mas o segredo é confiar em mim.
MF: E o Mundial 2026 vai dar para Portugal?
TH: Como português ambicioso que sou, quero acreditar. Com a nossa Seleção…. Se há ano, tem de ser este.
MF: Quanto à próxima época, qual o próximo objetivo?
TH: Jogar na Champions. Estive na Liga Conferência pelo Vitória e na Liga Europa pelo Estrela Vermelha. Espero jogar Liga dos Campeões. Sei que vai acontecer, é uma questão de tempo.
MF: E se não fosse atleta?
TH: Provavelmente seria militar. Não sei se teria sucesso, mas sou disciplinado e gosto de criar hábitos. Por norma não mexo na rotina.
MF: Quem é o Tomás fora do futebol?
TH: Uma pessoa descontraída e caseira. Adoro ver séries, adoro cães, basquetebol, Fórmula 1 – e o Lewis Hamilton – e carros. Gosto muito de ir ao cinema e nunca fui aqui na Sérvia, até porque eles têm os filmes dublados. Não ia perceber o que estavam a dizer.
MF: (…)
TH: No basquetebol vejo sobretudo NBA e apoio os Philadelphia 76ers. Infelizmente tive de apoiar contra o Neemias Queta. Quero que ele tenha muito sucesso! Com os “meus” Philadelphia já tenho uma relação de muitos anos. Apoio-os na NBA e NFL, em todas as frentes. É uma cidade que só vive desporto.
