Antigo treinador do Toluca explica como convenceu a direção do clube mexicano a contratar o avançado do Sporting que já tinha 31 anos
Renato Paiva foi o treinador que levou Paulinho para o Toluca e, agora, em conversa no podcast «Sem Filtros», da Liga Portugal, explica como convenceu o antigo avançado do Sporting a ir para o México e como também convenceu os dirigentes mexicanos a pagarem quase 8 milhões de euros por um avançado que já tinha 31 anos.
«Surge a hipótese Paulinho e eu disse que era para ontem, vou já buscá-lo. Ligo ao Paulinho e o Paulinho está em Cancun, de férias. Eu disse ao Paulinho, “tu daí, vens já para aqui”», começa por contar o treinador que está sem clube desde que deixou o Fortaleza em setembro passado.
Paulinho ainda torceu o nariz, mas a verdade é que, no Sporting, estava «tapado» por Viktor Gyökeres e os clubes grandes no México até nem pagam nada mal. O avançado falou ainda com Ricardo e André Horta, com quem já tinha jogado no Sp. Braga, que lhe deram boas referências sobre Renato Paiva. Paulinho liga de volta ao treinador e diz que «sim», que quer trabalhar com ele.
Faltava agora a Renato Paiva convencer a direção do Toluca a apostar num avançado que já tinha 31 anos. Os dirigentes mexicanos também torceram o nariz. Eram valores muito elevados para um jogador que já tinha passado dos trinta anos.
«Fui buscar todo o percurso do Paulinho. Vejam só, desde a terceira divisão, num clube mais pequeno, clube médio, clube grande e ele fez sempre golo. Isto é um indicador. Há um determinado momento em que o meu diretor diz assim: “Oh Renato, isto é algum dinheiro. Tens a certeza?”», prossegue Renato Paiva.
A convicção do treinador levou-o a colocar um jantar em cima da mesa, caso Paulinho fosse o melhor marcador do campeonato mexicano. «Tenho duzentos por cento de certeza e vou-lhe dizer mais. Você vai paga-me um jantar porque você vai contratar o melhor marcador do campeonato», atirou.
«Ah, isso também já é um exagero porque está aqui o Gignac, o Chicharito…», respondeu o dirigente.
A verdade é que Paulinho não só foi o melhor marcador do Torneio de Abertura, como voltou a ser o melhor marcador nos dois torneios seguintes da liga mexicana. «Ele teve de me pagar o jantar porque o Paulinho já leva três torneios e foi três vezes o melhor marcador do campeonato», conta ainda o treinador de 55 anos.
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