Selecionador nacional defendeu o médio do Manchester United e explica as diferenças entre orientar seleções ou clubes
Selada a qualificação para o Mundial 2026, Roberto Martínez deixou Portugal e regressou a Inglaterra, onde foi convidado a antever o Man United-Everton desta segunda-feira. Aos microfones da Sky Sports, o selecionador nacional desdobrou-se em elogios a Bruno Fernandes.
«Não é valorizado quanto deveria ser, temos a real perceção do seu talento quando trabalhamos com ele, é uma jóia de jogador, até pela sua personalidade. Estamos a falar de um líder, que acrescenta sempre algo. É fiável em qualquer jogo e tem a capacidade de ler o jogo…E executa à esquerda ou à direita. Sempre com uma boa postura, independentemente do momento ou do ruído em seu redor. É um líder e capitão. Sinto que não recebe o crédito que merece, porque as últimas semanas têm sido difíceis», começou por referir.
Aos 31 anos, Bruno Fernandes leva dois golos e três assistências em 12 jogos pelo Manchester United, além de três golos em cinco jogos por Portugal.
Questionado sobre as diferenças entre treinar seleções ou clubes, Roberto Martínez abriu o livro.
«Estive sete anos na Premier League [por Everton e Wigan], não dá para parar, estamos sempre a pensar no amanhã, no jogo seguinte. O futebol de seleções também é intenso, mas temos tempo para interpretar em retrospetiva. Esse aspeto fez de mim um treinador diferente. E o contacto com os jogadores também muda, uma vez que tens três sessões de treino para preparar um jogo. É uma grande diferença.»
«Na Seleção portuguesa temos oito jogadores na Premier League e outros oito que já passaram pela competição, o que permite manter a intensidade. Ser treinador de seleções ou clubes é completamente diferente, nem pior, nem melhor», terminou.