Internacional português não foi inscrito nesta temporada pelo Nápoles, clube pelo qual rescindiu recentemente
Mário Rui fez parte da notável equipa do Nápoles que voltou a sagrar-se, em 2022/23, campeã de Itália mais de 30 anos depois. Após uma época seguinte difícil, marcada por muita turbulência e desilusão no plano desportivo, o internacional português foi riscado dos planos de Antonio Conte, que assumiu o comando dos napolitanos no verão passado.
«É difícil conseguir explicar. A época passada foi muito complicada e entretanto começou um novo projeto com Antonio Conte. Quando ele chegou, falámos. Fomos bastante claros um com o outro. Ele explicou-me logo o projeto dele. Foi sempre muito claro comigo», disse o futebolista natural de Sines numa entrevista ao Tuttomercatoweb (TMW) dada após a rescisão de contrato.
Mário Rui, que não foi inscrito pelo Nápoles e também não encontrou clube, garantiu que, ao contrário do que foi saindo na imprensa italiana, não rejeitou muitas propostas. «Posso dizer que, oficialmente, só recebi e só recusei uma oferta. Do São Paulo? Exatamente. Pensei muito sobre isso, mas sou um homem de família e não tomo decisões sozinho. Havia dinâmicas difíceis de gerir e naquele momento não era o passo certo a dar», revelou.
Mário Rui chegou a ser afastado dos trabalhos no Nápoles e consultou o Sindicato de jogadores profissionais de Itália, mas nunca, garantiu, para processar o clube onde estava desde 2017 e sim para saber o que fazer. «Nunca tinha estado numa situação assim e não sabia o que fazer», disse.
O jogador de 33 anos acabaria por ser reintegrado no plantel, apesar de não poder ser utilizado. «Foi-me permitido treinar com a equipa na parte física dos treinos. Depois, quando o jogo se aproximava, era preciso preparar a parte tática e isso era feito com os jogadores que faziam parte da lista. Mas nos outros dias eu estava com o grupo: por isso, agradeço a Conte e à sua equipa técnica», recordou.
A jogar em Itália há 13 anos e meio, Mário Rui disse estar aberto a oportunidades que possam surgir, mas não se vê a regressar a Portugal, pelo menos nos próximos tempos. «Difícil. Cheguei a Itália em 2011 e a minha carreira em Itália. Mas estou aberto a qualquer tipo de oportunidade. Quero muito voltar a jogar futebol ao fim destes meses todos sem jogar. Quero voltar a ser feliz», rematou na mesma entrevista ao TMW.