Eder, a premonição no Euro 2016 e Conceição: «Dizia que eu era muito simpático»

14 mai, 16:58
Sporting-Braga (Lusa)

Antigo avançado português recorda conselho do atual treinador do FC Porto quando trabalhou com ele no Sp. Braga e a conversa com Fernando Santos antes de ser lançado em campo para decidir o Euro 2016: «Nunca tinha feito aquilo...»

Eder, herói de Portugal no Euro 2016, recordou alguns momentos da carreira no podcast «1 para 1», de Pedro Pinto.

Além, claro do ponto alto no célebre jogo com a França há oito anos, o ex-jogador, agora com 36 anos, lembrou a fase em que foi treinado por Sérgio Conceição no Sp. Braga em 2014/15 e um conselho que não esqueceu.

«Ele dizia-me que, para ponta de lança, era muito simpático dentro do campo. Porque sou um pouco mais reservado e dentro do campo é a mesma coisa. Mas ele queria que eu fosse agressivo. E realmente um ponta de lança tem de ser agressivo, tem de ser 'egoísta' muitas vezes. E foi algo que me marcou enquanto jogador», assumiu.

Eder falou ainda sobre o impacto (e o legado) de Cristiano Ronaldo, com que partilhou o balneário. «É como se tivesse chegado e deixado um manual para que muitos jovens possam ver. Com os requerimentos e com os pontos em que as pessoas podem trabalhar para poderem chegar a um certo patamar tendo mais ou menos qualidade. Só por aí é um exemplo», destacou numa conversa em que lembrou o golo que decidiu o Euro 2016.

«Quando o Fernando Santos me chama para aquecer, eu vou, aqueço e depois ele chama-me para entrar. E estava a dar-me uma série de indicações, e eu digo: 'Mister, não se preocupe que eu vou marcar'. Saiu-me. Nunca tinha feito aquilo, mas disse ao mister. Senti que devia dizê-lo.»

E sobre o golo: «Era importante aguentar a carga. Era o Koscielny que estava a fazer pressão e a dar uns encontrões. Consegui aguentar e estava à espera de encontrar aquele buraco para poder rematar, para que a bola passasse e fosse à baliza. Preocupei-me também em baixar o corpo o máximo possível. Isto em questão de segundos. Rematei, a bola saiu com uma boa altura, quase junto à relva, passou naquele buraco e entrou. Foi uma felicidade enorme.»

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