Pep Guardiola emocionou-se, uma vez mais, a falar sobre o português que vai dizer adeus ao City
Não há tantos treinadores que apresentem cartas de amor a jogadores. Por norma, alguns técnicos preferem não individualizar. Porém, é sabido que a relação entre Pep Guardiola e Bernardo Silva foge a essa regra.
O treinador do Manchester City, por inúmeras vezes, elogiou publicamente o internacional português. E – a cada vez que o faz – não nos deixa de emocionar.
Desta vez o espanhol deixou rasgados elogios a Bernardo após a importante vitória diante o Arsenal (2-1), deste domingo, a contar para uma derradeira jornada para as contas do título da Premier League.
«Se eu falar muito sobre o Bernardo, vou chorar. A única coisa que posso dizer: ‘muito obrigado, do fundo do meu coração, em nome deste clube, por tudo o que fez’» começou por referir em conferência de imprensa.
Pep sempre elogiou a inteligência de Bernardo Silva, que sabe utilizar as limitações para se destacar, como conta o treinador. Outro fator relevante para o espanhol é a disponibilidade física do capitão dos citizens.
«O Bernardo provou que o futebol começa aqui [no cérebro] e vai até aos pés. Ele não é o tipo mais rápido, o mais ágil, mas sabe exatamente, a cada instante, o que cada ação exige. Nunca se lesionou, manteve-se sempre comprometido», afirmou.
Mas, os elogios não se ficaram apenas pelo jogador Bernardo Silva. Estenderam-se também à pessoa.
«Ele tem uma coisa importante: vê sempre o lado positivo da vida. É por isso que a vida dele vai ser tão feliz com a mulher, a Inês, e os filhos, ele vai ser sempre tão feliz porque é sempre muito positivo» referiu.
Bernardo Silva, recorde-se, já anunciou que vai deixar o Manchester City no final da temporada, ao fim de nove anos de ligação ao clube. Guardiola, além de enaltecer reconhecimento que o português merece, garantiu que o próximo cube terá muita sorte.
«Merece o maior reconhecimento. Quando escrevem ‘lenda’ sobre o Bernardo Silva, tem de ser em maiúsculas. Porque é isso que ele foi. Não apenas hoje, mas sim por cada jogo dos últimos nove anos. Sem ele, os meus últimos nove anos aqui teriam sido muito piores. É mesmo uma pessoa muito especial. Tudo o que posso dizer é que a equipa que o tiver terá mesmo muita sorte», concluiu.