Internacional português falou ainda sobre as comparações com Javi Martínez e os conselhos de Renato Sanches e João Cancelo
João Palhinha ainda não ganhou a titularidade no Bayern Munique mas vai contribuindo a partir do banco. O médio português, que custou 51 milhões de euros aos cofres dos germânicos, vai-se dando a conhecer aos adeptos do clube dentro e fora de campo.
O Bayern Munique publicou uma entrevista ao ex-Sporting e Sp. Braga, nesta quinta-feira, onde Palhinha atravessa vários temas. Entre eles, a infância e as primeiras memórias de família.
«A primeira coisa em que penso é em como cresci, com os meus pais e o meu irmão em Lisboa. Nós os quatro temos uma relação muito próxima. Mas também penso na nossa casa de família nos arredores da cidade. A nossa família sempre teve lá um terreno e o futebol deu-me a oportunidade de construir uma casa para todos nós. É um sítio muito especial para mim, cheio de recordações maravilhosas», começou por dizer.
«Lembro-me dos momentos que passámos ali juntos, incluindo com os meus avós. Penso imediatamente no meu avô, que infelizmente já não está vivo. Ele era muito hábil com as mãos e sabia construir tudo. Quando eu era pequeno, fez-me verdadeiras balizas com redes de pesca. Infelizmente, não herdei a sua destreza manual. Nunca poderia ter sido guarda-redes [risos]. Sou melhor com os pés», brincou.
Garantindo que falou com João Cancelo e Renato Sanches antes de jogar no Bayern Munique, para procurar conselhos, Palhinha conta que os dois «sentiram-se em casa» no clube. E João acredita que foi uma sorte chegar ao clube depois de interrompido o primeiro acordo, em 2023.
«Há um ditado no meu país que diz que, por vezes, o comboio não vem duas vezes. Mas, neste caso, o comboio veio uma segunda vez e as portas abriram-se novamente. Não estava necessariamente à espera disso, e acho extraordinário que este grande clube nunca tenha interrompido o contacto. Tudo isso me mostrou mais uma vez como o Bayern é um clube especial e que eles realmente acreditam em mim em Munique», garantiu.
E ainda contou uma história quase premonitória de como viria a tornar-se jogador do Bayern Munique, originando comparações com outra figura recente do clube - Javi Martínez.
«Tenho de vos contar uma coisa que nunca esquecerei. Depois de um jogo de uma seleção contra os Estados Unidos - devia ser a equipa de sub-17 ou sub-18 - o treinador adversário veio ter comigo e disse-me: 'És o próximo Javi Martínez'. Claro que eu sabia quem era o Javi e o que ele tinha feito no Bayern, mas depois disso passei a olhar com mais atenção quando o via jogar. Era lisonjeiro ser comparado com ele, mas nunca o quis copiar. Ele é o Javi, eu sou o João», afirmou Palhinha.