Português admite renovar com o Botafogo, mas assume que vai pensar nos valores oferecidos pelo Médio Oriente
Depois de uma primeira temporada histórico ao serviço do Botafogo, com a conquista da Libertadores e do Brasileirão, Artur Jorge admitiu, mais uma vez, que pode deixar o emblema do Rio de Janeiro. Na chegada a Portugal, o técnico luso confirmou que mantém a hipótese de renovar, mas falou das propostas que tem em mãos.
«Já temos vindo a pensar... Nesta altura, está tudo em aberto. Tenho contrato com o Botafogo. Há, de facto, algumas possibilidades e propostas em cima da mesa. Tanto o Cajuda, que é o meu agente, como o Botafogo, estão a par de tudo isso. Tudo se vai resolver para o bem de todos. Agora, venho a Portugal para desfrutar da família e estar em casa para descansar após um ano superintenso. Depois disso, vamos perceber o que será o início de janeiro para o arranque de uma nova temporada, onde quer que esteja», disse Artur Jorge, em declarações aos jornalistas, no Aeroporto Francisco Sá Carneiro.
O antigo treinador do Sp. Braga descartou ainda um regresso a Portugal. «Nesta altura, as probabilidades estão mais para fora [estrangeiro] do que para voltar a Portugal.»
Artur Jorge comentou também as recentes notícias da imprensa brasileira que davam conta de uma alegada insatisfação com a demora de John Textor para encetar negociações quanto a um novo contrato.
«Percebo que se possa falar muito. Desde sempre o meu agente mostrou que existiam propostas para poder sair. O projeto é o mais importante, que jogadores vamos ter, se vai ser um ano de muitas alterações com saídas. Criámos uma equipa fortíssima. Ainda não falámos sobre isso. Tive uma semana difícil, porque fomos logo para o Qatar», lembrou, antes de confessar que está tentado pelas ofertas árabes.
«Tenho tudo em aberto. As propostas que existem, principalmente do mundo árabe, são muito tentadoras do ponto de vista financeiro, mas surgiram ainda antes do Peñarol [na meia-final da Libertadores, em outubro], são propostas que têm já algum tempo e nunca me debrucei muito sobre elas, porque queria ganhar títulos e tinha um foco muito grande na Libertadores e no campeonato brasileiro. Temos de pensar e ver como vamos decidir o futuro», vincou.
Já quanto aos feitos que alcançou no Botafogo, Artur Jorge assumiu-se orgulhoso por ter gravado o seu nome na história do clube brasileiro.
«É uma temporada que fica marcada para a história, não só a título pessoal, mas também para o clube. Foi extraordinário o que fizemos. Foi seguramente contra muitas probabilidades que tínhamos. Conseguimos dois grandes troféus. Um deles [Taça Libertadores] é inédito para o clube e outro é um “tri” [Brasileirão]. Foi uma grande conquista naquele que foi o primeiro ano de Brasileirão para mim», afirmou.