Villas-Boas e o futuro no Marselha: «Não queremos fazer número»

5 mai 2020, 23:00
André Villas-Boas e Ricardo Carvalho (twitter Marselha)

Treinador português assume que quer disputar a Liga dos Campeões no clube e antevê as dificuldades financeiras no mercado

O treinador português André Villas-Boas, que tem contrato por mais uma época com o Marselha, assumiu, contudo, que não quer fazer número no clube em 2020/2021 e reconheceu a necessidade de a estrutura desportiva ter poder para encarar uma época para a qual o clube tem prevista a participação na Liga dos Campeões. Tudo isto depois do segundo lugar na primeira liga francesa, confirmado pela organização da prova, na sequência do cancelamento do campeonato.

«Vou voltar a Marselha na segunda-feira para conversar com Jacques-Henri [Eyraud, presidente] e Andoni [Zubizarreta, diretor-desportivo]. O mais importante, para mim, é entender o que vai acontecer na estrutura. Tenho de entender mais ou menos quem vão ser as pessoas ao meu lado, se Andoni e Albert [Valentin] vão ser pessoas com poder ou não. É o mais importante, porque tanto eu, como o diretor-desportivo e o diretor do scouting, não queremos fazer número. Precisamos e queremos ter o poder de executar decisões», frisou o técnico de 42 anos, à RMC, esta terça-feira.

«Estou bem no Marselha, não quero procurar outros clubes ou opções. Quero jogar a Liga dos Campeões em Marselha, mas quero saber quão economicamente dependentes somos do nosso projeto. Se não temos condições de fazer um bom trabalho, acho que não vale a pena. Acho que Jacques-Henri terá respostas. Se houver diferenças entre nós, somos suficientemente honestos para dizer as coisas na cara. Do meu lado, estou aberto, mas é necessário que, com Andoni, tenhamos oportunidade de fazer uma janela de transferências de qualidade, em condições que não serão as melhores, mas que nos permitirão ser competitivos. Não somos tão ingénuos ao ponto de esquecer a situação económica do clube», apontou Villas-Boas, que voltou a dizer que experimentar o futebol do Japão, no futuro.

«Já disse que é mais provável encontrarem-me no Dakar do que noutro clube da Premier League ou outro qualquer. Geograficamente, quero fazer o Japão. Quero descobrir a cultura japonesa e o futebol japonês», afirmou.

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