Maçonaria recebe sete milhões de euros com venda de edifício

27 mai, 19:25
Maçonaria

A informação sobre a alienação do "mais valioso imóvel" do património do Grande Oriente Lusitano consta de uma carta que Celso Manata escreveu a todos os maçons a despedir-se do cargo que ocupou no parlamento maçónico

O Grande Oriente Lusitano (GOL), a obediência mais antiga do país, vendeu um dos imóveis que integrava o seu património. Tratava-se de um edifício na Praça da Figueira, em Lisboa, e foi vendido por quase sete milhões de euros. A informação consta de uma carta enviada por Celso Manata, ex-diretor geral dos serviços prisionais, a todos os maçons para se despedir do cargo que ocupou nos últimos anos na obediência - o líder do parlamento maçónico, órgão internamente conhecido como “Dieta” e onde têm lugar alguns dos mais importantes elementos.

Recordando as “importantes decisões” tomada nos últimos tempos, Celso Manata frisa a “alienação do mais valioso imóvel do património” do GOL por “quase sete milhões de euros”. E avisa, nesse mesmo documento, remetido aos maçons através de um sistema de segurança que obriga quem o recebe a colocar uma password, que o grão-mestre e a sua equipa se comprometeram “a apresentar um plano de aplicação dessa verba tão significativa”.

A venda do edifício da baixa lisboeta foi feita ainda durante o mandato do anterior Grão-mestre, Fernando Lima, cabendo agora ao seu sucessor Fernando Cabecinhas elaborar o projeto a apresentar à Dieta sobre o destino a dar aos milhões adquiridos pelo GOL.

Em cima da mesa, sabe a CNN Portugal, esteve a possibilidade de se realizarem obras em edifícios que a obediência tem noutros locais, nomeadamente na zona da Graça, para transferir a sede que agora funciona no Palácio Maçónico no Bairro Alto, mas a ideia parece afastada.

Apesar do prédio da Praça da Figueira integrar a lista de património do GOL pertencia a uma associação paramaçónica - chamada Internato de São João e liderada pelo maçon e major-general Agostinho Costa, desde 2019.

Pandemia e despedidas 

A carta que enviou aos membros do GOL serviu para Celso Manata se despedir dos "irmãos" e  das funções que exerceu ao longo dos últimos três anos.

Lembrando que foram tempos "complicados", em especial por causa da pandemia o ainda presidente da Dieta maçónica sublinha que, apesar disso, foi possível realizar eleições para eleger o novo grão-mestre e também escolher os novos cinco juízes do grande tribunal maçónico e conservador-geral de  justiça – os órgãos internos que aplicam a penas e analisam as questões internas.

Outro dos temas abordados foi a necessidade de reforçar e melhorar as condições deste parlamento maçónico para que possa ter cada vez mais um papel central dentro do GOL.

O documento foi enviado na sequência da reunião do parlamento maçónico que se realizou no dia 21 maio, a “última”  liderada por Celso Manata, que anunciou não se recandidatar ao cargo que assumiu nos últimos três anos. 

 

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