Covid-19: Macau enfrenta o pior surto desde o início da pandemia

Agência Lusa , PP
26 jun, 08:51
Covid-19 em Macau: 700 mil habitantes repetem o segundo teste em massa numa semana

Governo vai manter todos os serviços públicos encerrados, pelo menos, até 01 de julho

Macau vai manter todos os serviços públicos encerrados, pelo menos até 01 de julho, anunciou hoje o Governo, numa altura em que a cidade enfrenta o pior surto de covid-19 desde o início da pandemia.

Num despacho publicado no Boletim Oficial da região administrativa especial chinesa, o Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, confirma que o encerramento tem como objetivo “evitar a transmissão da pneumonia causada pelo novo tipo de coronavírus”.

O despacho, que entra em vigor na segunda-feira, abre exceções para os funcionários públicos “que prestam serviços urgentes e indispensáveis ao público”, nomeadamente por “motivo de apoio à prevenção da epidemia ou outro motivo de interesse público”.

Desde 19 de junho que Macau está em estado de prevenção imediata, tendo as autoridades antecipado o final ano letivo e suspendido, total ou parcialmente, serviços públicos.

Mais tarde, o Governo declarou ainda a suspensão da atividade de todos os espaços de diversão e dos restaurantes, permitindo apenas o serviço de 'takeaway', a atividade dos museus e dos equipamentos sociais que prestam serviços diurnos (creches, centros de cuidados especiais e centros comunitários) e as visitas a lares de idosos.

As autoridades sanitárias da cidade detetaram, no espaço de uma semana, 190 casos locais de covid-19.

Até ao início do atual surto, Macau tinha detetado 83 casos de covid-19 confirmados e 191 assintomáticos, a esmagadora maioria dos quais importados. O território não registou até ao momento qualquer morte ligada ao novo coronavírus.

O segundo teste à população terminou às 23:59 de sexta-feira (16:59 de sexta-feira em Lisboa) e tal como no primeiro, no início da semana, mais de 667 mil pessoas foram testadas.

Entretanto, as autoridades pediram à população para realizar dois testes de antigénio, em casa, no sábado e hoje. À população foram entregues até à data cinco 'kits' de testes rápidos e os resultados destes testes são descarregados numa plataforma 'online'.

Na sexta-feira, o Governo de Macau admitiu a possibilidade de uma terceira ronda de testes à população.

As autoridades encerraram também edifícios de habitação, onde foram detetados casos, não sendo permitida a saída dos residentes. A par destas zonas vermelhas, foram criadas zonas amarelas em prédios adjacentes, com medidas de controlo menos restritivas.

À semelhança do interior da China, a região segue uma política de “zero casos”, em que os assintomáticos não entram para as contas oficiais do Governo, apesar de serem igualmente obrigados a cumprir as medidas de isolamento.

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