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Montenegro defende que brasileiros "têm vindo para trabalhar" mas "aqui ou acolá pode ter havido um foco de perturbação"

21 abr, 15:10
O primeiro-ministro português, Luís Montenegro (à direita), recebe o presidente brasileiro Lula da Silva antes de uma reunião no Palácio de São Bento, em Lisboa, Portugal, a 21 de abril de 2026. MIGUEL A. LOPES/LUSA

O primeiro-ministro falava esta terça-feira aos jornalistas à porta do Palacete de São Bento, ao lado do presidente do Brasil, Lula da Silva, numa visita que assinala o primeiro encontro oficial entre ambos

Luís Montenegro recebeu, esta terça-feira, o presidente brasileiro, Lula da Silva, e aproveitou a ocasião para destacar o papel da comunidade brasileira em Portugal, defendendo que a relação entre os dois países “tem corrido muitíssimo bem” e afastando críticas à imigração.

“Às vezes, na comunicação social tem-se dado eco a um adulterar de uma relação que tem corrido muitíssimo bem. Os brasileiros que procuram Portugal têm vindo para trabalhar e têm tido uma integração social e económica absolutamente impecável”, sublinhou Luís Montenegro.

Reiterando a ideia de uma integração positiva, Montenegro admitiu que podem existir casos pontuais de problemas a envolver cidadãos brasileiros, mas rejeitou generalizações. “Isto não significa que não possa ter havido, aqui ou acolá, um foco de perturbação que é natural numa comunidade, como é natural na própria comunidade nacional. Nós também temos focos de perturbação com a nossa própria comunidade”, afirmou, acrescentando que “é natural que possa haver um ou outro caso”.

“Mas, no global, tudo aquilo que temos feito, mesmo nos últimos dois anos, a propósito de termos mecanismos mais regulados dos fluxos migratórios, tem sido no intuito e com o objetivo de valorizar as pessoas”, garantiu ainda durante a receção ao presidente brasileiro.

O primeiro-ministro falava esta terça-feira aos jornalistas no Palacete de São Bento, ao lado do presidente do Brasil, Lula da Silva, numa visita que assinala o primeiro encontro oficial entre ambos em Portugal.

“É uma honra recebê-lo aqui. E já não era sem tempo”, afirmou o chefe do Governo, recordando os três encontros anteriores com Lula da Silva, nomeadamente no G20, na 14.ª Cimeira Luso-Brasileira e na COP30, todos no Brasil.

Montenegro recebe Lula da Silva no Palacete de São Bento. LUSA

O primeiro-ministro falava esta terça-feira aos jornalistas à porta do Palácio de São Bento, ao lado do presidente do Brasil, Lula da Silva, numa visita que assinala o primeiro encontro oficial entre ambos em Portugal.

“É uma honra recebê-lo aqui. E já não era sem tempo”, afirmou o chefe do Governo, recordando os três encontros anteriores com Lula da Silva, nomeadamente no G20, na 14.ª Cimeira Luso-Brasileira e na COP30, no Brasil.

Em resposta às declarações de Luís Montenegro, e sob gritos de protesto que ecoavam a poucos metros vindos de uma manifestação convocada pelo Chega, o presidente brasileiro destacou o papel estratégico de Portugal na relação com a Europa, afirmando que o país “é a porta de entrada do Brasil na União Europeia” e agradecendo o contributo português para o avanço do acordo com o Mercosul.

Lula da Silva foi, no entanto, mais longe, sublinhando que a ambição passa por aprofundar essa ligação. “Não queremos que Portugal seja apenas uma porta de entrada. Queremos que Portugal seja a porta da construção de uma parceria robusta entre dois países que se conhecem desde abril de 1500”.

O chefe de Estado brasileiro aproveitou ainda para agradecer a forma como a delegação foi recebida e deixou um apelo à cooperação diplomática. “Agradeço a forma como receberam a minha delegação e dizer-lhe que nós vamos tentar resolver a questão da CPLP. O Mauro, o meu ministro das Relações Exteriores está ali, o teu ministro está ali, os dois têm de resolver esse problema urgente”, referiu, acrescentando que “a gente tem que fazer com que a CPLP seja uma instituição muito respeitada”.

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