Lula critica Biden por ajuda à Ucrânia: "Nunca fez um discurso para dar 1 dólar a quem está a morrer de fome em África"

2 jun, 08:54
Lula da Silva na Argentina (EPA)

Ex-presidente brasileiro já tinha criticado Zelensky e o "estímulo ao confronto" em vez de a um acordo de paz

O ex-presidente do Brasil e candidato anunciado ao cargo, Lula da Silva, criticou o pacote de ajuda do governo norte-americano para a Ucrânia.

“Não é possível o presidente [Joe] Biden, que nunca fez um discurso para dar 1 dólar para quem está a morrer de fome em África, anunciar 40 mil milhões para ajudar a Ucrânia a comprar armas. Não é possível”, afirmou o político durante um discurso citado pela CNN Brasil em Porto Alegre.

O governo norte-americano garante que este pacote inclui ajuda militar, económica e humanitária para a Ucrânia.

Esta não é a primeira vez que Lula se pronuncia sobre a guerra na Ucrânia: no mês passado, deixou várias críticas à atuação do chefe de Estado ucraniano, acusando-o “de ser tão responsável” pela invasão da Ucrânia, quanto o presidente russo Vladimir Putin. 

Lula da Silva diz que Volodymyr Zelensky "quis a guerra". "Se ele [não] quisesse a guerra, ele teria negociado um pouco mais." Numa entrevista à revista Time, o ex-presidente brasileiro indicou que também comunicou a Vladimir Putin que foi “errado invadir” a Ucrânia.

“Mas eu acho que ninguém está a procurar contribuir para o regresso da paz”, ressalvou, acrescentando que as “pessoas estão a estimular o ódio contra” o presidente russo. “É preciso estimular um acordo. Mas há um estímulo [ao confronto]”, afirmou.

Esta quarta-feira, o presidente norte-americano não foi o único visado nas críticas de Lula da Silva. O ex-presidente também voltou a criticar o projeto do governo Bolsonaro de privatizar a Eletrobras e a intenção de privatizar a Petrobras.

“Quem quiser a comprar a Petrobras, quem quiser comprar a Eletrobras se prepare porque vai ter que conversar connosco depois das eleições de 2 outubro”, alertou, acrescentando: "Se deixarmos privatizar a Eletrobras, preparem-se porque as empresas vão tomar conta não só da energia, vão tomar conta da água dos nossos rios”, declarou o ex-presidente.

“Não quero um estado fraco, um estado pequeno, quero um estado forte, que seja responsável pela educação, que seja responsável pela saúde, pela geração de emprego, por aumentar o salário mínimo, para dar cidadania”, prosseguiu o pré-candidato.

 

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