Lula venceu, Bolsonaro não reconheceu a derrota e os seus apoiantes rejeitam os resultados. E agora, Brasil?

31 out, 06:26
Lula da Silva (Associated Press)

O ainda presidente do Brasil "foi dormir" sem dar os parabéns ao vencedor e sem reconhecer a derrota. Os seus apoiantes recusam os resultados, que já foram validados por todos os principais responsáveis institucionais do país e por dezenas de líderes internacionais

Numa eleição histórica, está por saber como terminará a história desta eleição. Lula da Silva voltou a conquistar a Presidência do Brasil - e tornou-se o primeiro a vencer por três vezes eleições diretas para a presidência do governo federal -, mas Jair Bolsonaro, o outro protagonista desta disputa e Presidente em funções, não reconheceu a derrota, e esconde o jogo sobre o que irá fazer. Os seus apoiantes mostram-se revoltados, e prometem não aceitar os resultados. Às lágrimas de alegria de uns corresponderam as lágrimas de tristeza de outros. E não se sabe quando Bolsonaro falará, nem o que irá dizer aos 49,1% de eleitores que votaram pela sua continuação no poder. 

“Alô Avenida Paulista!” - à hora a que o candidato do Partido dos Trabalhadores saudou os muitos milhares de pessoas que enchiam a icónica avenida de São Paulo (cerca das 2 da manhã em Lisboa, quase 11 da noite no Brasil), Jair Bolsonaro estava, supostamente… a dormir.

Foi isso que disseram os seus aliados, que tentaram, sem sucesso, falar com o homem que há quatro anos conquistou o Palácio da Alvorada, a sede da Presidência do Brasil: depois de saber dos resultados oficiais, que consumaram a sua derrota com menos dois milhões de votos do que Lula, Bolsonaro terá decidido ir dormir. As luzes do palácio presidencial foram desligadas, e os jornalistas que esperavam por uma declaração de Bolsonaro foram informados de que isso não aconteceria esta noite.

Nas redes sociais, o palco privilegiado de Bolsonaro, dos seus filhos e dos seus principais aliados, o silêncio do estado-maior bolsonarista foi total. O habitual telefonema do vencido ao vencedor, para o parabenizar pela vitória, também não aconteceu. Como reconheceu Lula perante os seus apoiantes, em circunstâncias normais, "o presidente derrotado teria ligado para mim reconhecendo a derrota. Não ligou e não sei se vai ligar".

O silêncio de Bolsonaro justificou a preocupação revelada por Lula na hora de celebrar a vitória com milhares de apoiantes. “Eu gostaria de estar só alegre. Mas eu estou metade alegre e metade preocupado, porque a partir de amanhã eu tenho que começar a me preocupar com como é que a gente vai governar esse país. Eu preciso saber se o presidente que nós derrotamos vai permitir que haja uma transição, para que a gente tome conhecimento das coisas”, confessou o presidente-eleito.

Noutros locais do país, o clima era bastante menos efusivo, com apoiantes de Bolsonaro a recusar-se a aceitar a derrota - até com cortes de estradas no estado do Mato Grosso. Ninguém sabe quais serão os próximos passos de Bolsonaro, mas um pormenor do dia de ontem faz temer o pior: segundo o jornal Folha de São Paulo, um dos poucos colaboradores com quem o ainda presidente falou após a confirmação da derrota foi Walter Braga Neto, o seu candidato a vice-presidente. Um general, com ligação à cúpula militar do Brasil, a quem Bolsonaro praticamente entregou o poder de validar os resultados eleitorais, à margem das leis do país. Ao longo dos últimos meses, ao mesmo tempo que ia lançando suspeitas sobre o processo eleitoral, Bolsonaro tentou abrir espaço para que os militares tivessem a última palavra sobre a validade dos resultados. Tentará revertê-los?

Certo é que, perante a derrota, Bolsonaro se recusou a receber os seus ministros ou a atender os seus telefonemas. E terá sido de poucas palavras quando recebeu a chamada protocolar do presidente do Tribunal Supremo Eleitoral, que lhe comunicou a vitória de Lula e afirmou que os resultados são válidos, justos e transparentes. 

A eleição que fez história

A eleição deste domingo recolocou Luís Inácio Lula da Silva na Presidência do Brasil, sendo a primeira vez que um presidente, depois de cumprir dois mandatos, volta a candidatar-se e a vencer uma terceira eleição. Nunca tal havia acontecido na história da democracia brasileira, da mesma forma que nunca um presidente em funções havia falhado a reeleição. O sucesso insólito de Lula tem como reverso o fracasso inédito de Bolsonaro, que ficará para a história como único presidente de um só mandato.

Lula venceu com 50,9% dos votos, que correspondem a 60,3 milhões de votos. É o presidente eleito com maior número de votos de sempre no Brasil. Bolsonaro ficou apenas 2 milhões de votos atrás, o que é a margem mais estreita alguma vez registada numa segunda volta das presidenciais do Brasil. Bolsonaro foi escolhido por 58 milhões de eleitores, ficando pelos 49,1% - é o derrotado que recebeu mais votos, mas nem por isso deixa de ser derrotado.

Há outros dados históricos nesta eleição. Desde as presidenciais de 1989, as primeiras após a ditadura militar, nunca tantos brasileiros votaram numa eleição: 124 milhões de brasileiros votaram num dos dois candidatos, segundo Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Este número resulta de vários factos históricos: num país onde o voto é obrigatório, a abstenção caiu pela primeira vez da primeira para a segunda volta - foi de 20,95% a 2 de outubro, ontem encolheu para 20,56%. Nunca a abstenção se havia reduzido da primeira para a segunda volta. Mas também o número de votos brancos e nulos se reduziu, o que significa que 75,86% do eleitorado escolheu um dos dois candidatos. Os tais mais de 124 milhões de eleitores.

A eleição de Lula contribui também para um outro facto inédito e histórico: segundo o jornal O Globo, pela primeira vez as cinco maiores economias da América Latina serão governadas, em simultâneo, pela esquerda: Brasil, Argentina, México, Chile e Colômbia. 

Tribunal Eleitoral: “Não vislumbramos nenhum risco real de contestação”

Enquanto os petistas faziam a festa um pouco por todo o Brasil, os bolsonaristas mostravam a sua revolta e Bolsonaro escondia o jogo, os principais responsáveis institucionais do país iam fazendo declarações validando o processo eleitoral, como se tentassem travar, por antecipação, qualquer tipo de contestação dos resultados por parte do ainda presidente. 

Segundo o enviado do jornal Observador, no comício preparado pelos bolsonaristas em Brasília para festejar a vitória do seu candidato, o speaker indiciava que pode ser esse o caminho, ao garantir que “as eleições não acabaram, não vamos entregar o país a bandidos”.

Mas, um após outro, o presidente do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE), a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente do Senado e o presidente da Câmara dos Deputados vieram garantir que a votação foi livre e os resultados são válidos e legítimos.

Questionado sobre uma eventual contestação de Bolsonaro, Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, cortou seco essa possibilidade: “Não vislumbramos nenhum risco real de contestação. O resultado foi proclamado, o resultado será aceite”, e o presidente e vice-presidente eleitos “tomarão posse dia primeiro de janeiro”. 

Segundo Moraes, “as eleições são limpas, seguras e transparentes. (…) Quem venceu sabe que venceu de forma justa e quem não venceu sabe que não venceu porque votos faltaram, e isso faz parte do jogo democrático”. Se houver contestação de Bolsonaro, desde que seja “dentro das regras eleitorais, ela será analisada normalmente, isso faz parte do Estado de Direito”, desdramatizou o principal responsável pela monitorização do processo eleitoral. Mas insistiu que não há “risco nenhum” de isso acontecer, pois nada permite por em causa os resultados apurados.

Rosa Weber, presidente do Supremo Tribunal Federal, afirmou a mesma coisa: as eleições foram livres e justas, e os resultados são válidos. “O STF em qualquer circunstância continuará firme e coeso na defesa da democracia e do estado democrático de direito, guardião que é da nossa Constituição”, afirmou a juíza, enviando os seus cumprimentos ao “presidente e vice-presidente eleitos”.

A saudação democrática que Bolsonaro não enviou aos vencedores foi também transmitida por Rodrigo Pacheco, presidente do Senado e do Congresso, e por Arthur Lira,  presidente da Câmara dos Deputados. Ambos garantiram a validade, fiabilidade e “toda a lisura” do processo eleitoral e dos resultados. “Verificamos a segurança, a lisura, a confiabilidade das urnas eletrónicas, que deram, como sempre dissemos, um resultado fidedigno da vontade popular”, disse Pacheco, num “balanço muito positivo do processo eleitoral”. “Reafirmamos a lisura, estabilidade e confirmação da vontade popular”, insistiu Lira, afirmando que “a vontade da maioria manifestada nas urnas jamais deverá ser contestada”.

Todos estes responsáveis institucionais colocaram a tónica na necessidade de o Brasil seguir em frente e ultrapassar as divisões dos últimos anos. “Tudo o que for feito daqui para frente tem de ter um unico principio: pacificar o país”, disse o presidente da Câmara dos Deputados. “O papel dos novos mandatários é reunificar o Brasil (…) dando um ‘basta’ ao ódio e à intolerância”, acrescentou o presidente do Congresso. “Houve polarização maior, agora compete muito mais aos vencedores unir o país, porque aqueles que são eleitos governarão para todos os brasileiros, não só para os seus eleitores”, disse, por seu lado, o presidente do TSE.

Em simultâneo, os diversos líderes internacionais que cumprimentaram Lula pela sua eleição frisaram também a lisura do processo eleitoral e a fiabilidade e validade dos resultados, sinalizando que a comunidade internacional não acompanhará qualquer tentativa de Bolsonaro para reverter a sua derrota. 

Lula: “É hora de baixar as armas”

Mesmo sem os parabéns de Bolsonaro, Lula e a sua gente fizeram a festa enchendo a Avenida Paulista. E o novo presidente brasileiro aproveitou os seus dois discursos da noite para fazer a apologia da reunificação nacional. “É hora de baixar as armas que jamais deviam ter sido empunhadas. Armas matam, e nós escolhemos a vida!”, disse Lula no seu primeiro discurso, ainda antes de ir para a avenida. Uma intervenção escrita, em pose de estadista, mais pensada para o Brasil e para o mundo do que para o contexto apenas dos seus apoiantes. 

“Não existem dois brasis. Somos um único país, um único povo, uma grande nação”, proclamou Lula, defendendo que “é hora de reunir de novo as famílias, refazer os laços de amizade rompidos pela propagação criminosa do ódio. (...) A ninguém interessa viver num país dividido, em permanente estado de guerra. Este país precisa de paz e de união”, defendeu.

Ladeado pelos seus principais colaboradores - a mulher, o “vice” Geraldo Alckmin, a ex-presidente Dilma Rousseff, a antiga candidata presidencial Marina Silva, o candidato do PT de há quatro anos, Fernando Haddad - Lula afirmou que “é preciso reconstruir este país com todas as suas dimensões: na política, na economia, na gestão pública, na harmonia institucional, nas relações internacionais e sobretudo no cuidado com os mais necessitados”. O verde-amarelo que foram transformados em bandeira bolsonarista “não pertencem a ninguém a não ser ao povo brasileiro”, prometeu Lula.

Já parabenizado por dezenas de chefes de Estado, de Joe Biden a Emmanuel Macron, de Alberto Fernandéz a Marcelo Rebelo de Sousa, Lula deixou uma mensagem para o mundo: “Hoje estamos dizendo que o Brasil está de volta, que o Brasil é grande demais para ser relegado a este triste papel de pária no mundo.” E outra mensagem aos mercados: “Vamos reconquistar a credibilidade, a previsibilidade e a estabilidade do país para que os investidores nacionais e estrangeiros retomem a confiança no Brasil.”

"Tentaram me enterrar vivo e eu estou aqui"

Apesar do tom conciliatório, Lula não deixou de mostrar as feridas dos últimos anos de luta e não passou ao lado do momento difícil que o país vive. “Tentaram me enterrar vivo e eu estou aqui. Estou aqui para governar esse país numa situação muito difícil”, disse, apontando o dedo ao seu adversário: “Nós não enfrentámos um candidato, nós enfrentámos a máquina do Estado Brasileiro, colocada ao serviço do candidato da situação para tentar impedir que ganhássemos as eleições.”

Considerando que estas eleições foram “uma das mais importantes eleições da nossa história, que colocou frente a frente dois projetos opostos para o país”, Lula fez o seu resumo da escolha dos brasileiros: “A maioria do povo brasileiro deseja mais e não menos democracia (…), deseja mais e não menos liberdade, igualdade, fraternidade, no nosso país.” Prometeu saúde, educação, políticas públicas, “livros em vez de armas”, salário atualizado acima da inflação, e “enfrentar sem trégua o racismo, o preconceito e a discriminação”.

E apresentou a prioridade central da sua governação: “O nosso compromisso mais urgente é acabar com a fome outra vez (…) este será novamente o compromisso nº 1 do meu governo”.

Pai Nossos, Avé Marias e cortes de estradas

Com Bolsonaro em blackout e recusando-se a falar com os seus ministros e deputados, um pouco por todo o Brasil os seus apoiantes prometeram resistir ao regresso de Lula ao poder. à hora a que Bolsonaro supostamente já estava na cama, camionistas e outros manifestantes no estado de Mato Grosso cortavam estradas em quatro municípios e queimaram pneus para impedir a circulação, em protesto contra a reeleição do candidato do PT. "O povo brasileiro sabe que sofreu um duro golpe, e nós não vamos aceitar", diz o autor de um vídeo filmado nesses protestos e divulgado nas redes sociais. "Vamos parar o Brasil, chega de sermos burros", dizia uma mulher. Noutro vídeo, citado pelo jornal O Globo, uma manifestante prometia que "o povo de Lucas do Rio Verde não aceita a esquerda. Não vamos aceitar essa palhaçada”. E, num terceiro vídeo relativo aos cortes de estrada, três homens anunciam uma "paralisação dos caminhoneiros [camionistas] e do agronegócio juntos", afirmando que “o barbudo roubou [as eleições]”.

No Rio de Janeiro, em frente ao condomínio onde Jair Bolsonaro tem a sua residência, um grupo de apoiantes chorava e rezava, ao mesmo tempo que protestava contra o “roubo” eleitoral protagonizado pelo “ladrão” Lula. Segundo a imprensa brasileira, por entre cenas de histeria e pranto, assim que foram anunciada a vitória de Lula começou uma “corrente de oração”, para que Deus invertesse o resultado final. “Se Deus abriu o Mar Vermelho, ele pode conceder essa vitória”, bradou uma mulher com um altifalante, em cima do tejadilho de um automóvel. Outros, de joelhos, rezavam e diziam “vai dar certo”. Ouviram-se Pai Nossos, Avé Marias e discursos contra o feminismo, o comunismo e a “ideologia de género”. Também houve ameaças de o povo fazer justiça pelas próprias mãos e ir a Brasília atacar o presidente do Tribunal Supremo Eleitoral.

Pelo meio destes episódios mais ou menos pitorescos, os aliados de Bolsonaro nas redes sociais dividiram-se entre os que prometiam luta e os que aceitavam os resultados eleitorais. Os ex-ministros Sérgio Moro e Ricardo Sales, ex-ministros, tiveram reações moderadas. “A democracia é assim. O resultado de uma eleição não pode superar o dever de responsabilidade que temos com o Brasil. Vamos trabalhar pela união dos que querem o bem do País. Estarei sempre do lado do que é certo!”, escreveu o antigo juiz da Lava Jato, que entretanto foi ministro da Justiça, prometendo estar na oposição a Lula. 

Salles, ex-ministro do Ambiente, escreveu que “o resultado da eleição mais polarizada da história do Brasil traz muitas reflexões e a necessidade de buscar caminhos de pacificação de um País literalmente dividido ao meio. É hora de serenidade.”

Deltan Dallagnol, antigo procurador da Operação Lava Jato, agora deputado federal, admitiu a sua “indignação” pela vitória de Lula, mas aceitou o resultado: "A maioria fez sua escolha. Compartilho da indignação de milhões de brasileiros com a eleição de um condenado por corrupção. A eleição de quem discordamos é da democracia, e é pelos canais democráticos que seguiremos lutando com força e fé por um Brasil melhor", escreveu, numa série de tweets.

Por outro lado, diversos governadores da ala bolsonarista disponibilizaram-se desde já para trabalhar com Lula. O caso mais notório é o de Tarcísio de Freitas, ex-ministro de Bolsonaro que foi eleito governador de São Paulo, derrotando Fernando Haddad, o ex-número dois de Lula e candidato presidencial do PT há quatro anos. “Existem políticas públicas que são fundamentais em termos de alinhamento e vamos procurar esse alinhamento [com o Governo Federal]”, disse Tarcísio. Na hora de comemorar a vitória contra um dos rostos do petismo, o novo governador de São Paulo adotou uma postura conciliatória:  “Somos governador de todos, vamos governar para os 46 milhões de paulistas”. A relação com Lula, prometeu, “vai ser uma relação republicana”, visando o bem comum. 

Também o governador reeleito do Distrito Federal de Brasília, Ibaneis Rocha, que apoiou Bolsonaro, escreveu no Twitter que está à disposição para trabalhar com o presidente eleito.  O governador reeleito de Goiás, Ronaldo Caiado, publicou uma mensagem de parabéns a Lula, apesar de ter feito campanha por Bolsonaro. “Venceu o desejo soberano do povo brasileiro! Faço política com total respeito à democracia”.

Lula sabe que terá de trabalhar maiorias pró-bolsonaristas no Senado e na Câmara dos Deputados, e também com muitos governadores que não o apoiaram - desde logo, o de São Paulo, a maior área metropolitana do Brasil. Mas ontem à noite declarou que “não interessa o partido ao qual pertence o governador e o prefeito, o nosso compromisso será sempre com a melhoria da vida da população”.

Noutro plano, também a Federação Brasileira de Bancos cumprimentou Lula da Silva pela eleição, e saudou “o processo democrático brasileiro”, destacando que o setor bancário está à disposição para colaborar com o novo governo. Um sinal importante do grande capital, perante o regresso ao poder do Partido dos Trabalhadores.

País partido ao meio

Tal como na primeira volta, o mapa do Brasil ficou partido ao meio, com o vermelho do PT a pintar o nordeste, e o verde-amarelo de Bolsonaro a dominar no centro e sul do Brasil. No total, o candidato petista venceu em 13 estados, e Bolsonaro, em 14, incluindo o Distrito Federal, onde fica a capital, Brasília.

A máxima de que quem ganha em Minas Gerais ganha no Brasil continua válida. Lula conquistou 50,2% em Minas, o segundo maior colégio eleitoral, mesmo se perdeu no maior, São Paulo, onde conquistou apenas 44,7% dos votos.

Apenas um estado mudou de cor da primeira para a segunda volta: Amapá, um dos estados mais a norte do Brasil, foi o único que teve um resultado diferente entre a primeira e a segunda volta, em prejuízo de Lula. A 2 de outubro o candidato do PT venceu nessa unidade federativa, mas ontem o estado virou a favor de Bolsonaro. Mas isso não chegou para manter o ainda presidente no Palácio da Alvorada.

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