Despacho de procuradora mata teorias sobre custódia da prova: "Determino a destruição dos materiais químicos"

28 jul, 16:05
Ministro da Administração Interna, Luís Neves (Fernando Veludo/LUSA)
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Não há qualquer prova para preservar no processo relativo ao atrelado apreendido numa operação contra o tráfico de droga

Os produtos químicos que estavam num armazém em Barcelos à guarda do empreiteiro João Carvalho foram apreendidos numa operação da PJ de combate ao tráfico de droga a 4 de dezembro de 2024. E logo dois dias depois chegou uma ordem de destruição dos produtos químicos por parte do Ministério Público – o que desmente todas as teorias que foram noticiadas sobre uma eventual ilegalidade na preservação da custódia da prova: “Determino a destruição da totalidade dos materiais químicos e resíduos apreendidos, nos termos do disposto no artigo 185, n.º1, do Código de Processo Penal. Comunique à PJ”, lê-se no despacho de uma procuradora do DCIAP, titular do inquérito, a que a CNN Portugal teve acesso.

Não há, assim, qualquer prova para preservar no processo, o que desmente igualmente advogados de arguidos no caso da operação “Pacoba”, que afirmaram ponderar um pedido de revisão do processo, em sede de julgamento, com base na polémica que foi levantada pelo transporte dos químicos para um armazém que foi autorizado, em setembro de 2025, pelo então diretor nacional da PJ, Luís Neves, atual ministro da Administração Interna.

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