Ministro disse aos jornalistas que fica "muito satisfeito" com a abertura do inquérito e garantiu estar "focadíssimo" nas funções à frente da Administração Interna
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, adiou esta terça-feira quaisquer esclarecimentos sobre o caso do atrelado apreendido pela Polícia Judiciária, afirmando que só responderá depois de reunir toda a documentação que considera relevante. Apesar de ter feito uma breve declaração aos jornalistas, recusou responder a perguntas, tendo falado apenas um minuto e 34 segundos.
"Estou a reunir todos os documentos, tudo aquilo que eu entendo que é relevante, para ponto por ponto vos esclarecer a todos", afirmou o ministro, garantindo que dará explicações "no seu tempo próprio" e que responderá "em todo o lado".
Luís Neves pronunciou-se depois de o Expresso ter noticiado esta manhã que uma averiguação preliminar da Polícia Judiciária encontrou indícios da eventual prática dos crimes de abuso de poder e descaminho, levando o procurador-geral da República a determinar a abertura de um inquérito.
O ministro disse também encarar com naturalidade essa investigação. "Quero dizer relativamente a uma investigação que foi aberta: ainda bem que o foi. Fico muito satisfeito por isso", declarou.
Luís Neves afirmou ainda que tem sido alvo de notícias que, no seu entender, atentam contra a sua reputação.
"Nos últimos dias tenho vindo a ser alvo de ataques que colocam em causa a minha honra e a minha dignidade, valores mais sagrados que qualquer pessoa tem", afirmou.
Sem responder às questões colocadas pelos jornalistas, garantiu que, para já, está concentrado nas funções que desempenha à frente do ministério da Administração Interna.
"Estou focadíssimo, muito motivado em fazer o meu trabalho, sobretudo neste momento do ano em que falamos de incêndios rurais e florestais e em que, como sabem, tenho estado próximo de todos aqueles que são os agentes de proteção civil", afirmou, antes de abandonar o local sem prestar mais declarações.
