Governo prepara medidas para ir "mais longe" na maneira como se "influencia diretamente o comportamento" de quem conduz

7 abr, 12:54
Acidente mortal em Lisboa

Decisão tomada após a Operação Páscoa: 20 mortos, 53 feridos graves, 2.600 acidentes

O Ministério da Administração Interna manifestou “profunda preocupação e consternação” com o balanço feito pela GNR e pela PSP das operações especiais dedicadas ao trânsito no período da Páscoa que registaram até segunda-feira um total de 20 mortos em 2.602 acidentes rodoviários, além de outras 53 pessoas terem ficado gravemente feridas.

"Cada vida perdida nas estradas representa uma tragédia pessoal e uma família destruída. Nenhuma morte na estrada é aceitável. Lembramos também os tantos feridos que ficarão com sequelas para a vida, traumas muito difíceis de recuperar. É tempo de uma reflexão séria. Mais que isso, é tempo de agir. É o que faremos muito em breve com a apresentação de um pacote de medidas estratégicas, a médio e longo prazo, e outras mais imediatas. A segurança rodoviária não é uma responsabilidade isolada, exige um esforço e um compromisso de todos", escreve o ministro Luís Neves.

Perante os números, o ministro defende a necessidade de uma reflexão urgente e anuncia a preparação de um pacote de medidas para reforçar a segurança rodoviária, com ações a curto, médio e longo prazo, até porque, apesar do reforço da fiscalização e das campanhas de sensibilização, persistem comportamentos de risco como o excesso de velocidade, a condução sob efeito de álcool e o uso do telemóvel ao volante.

O Executivo sublinha que a segurança rodoviária exige um esforço conjunto entre Estado, autoridades e cidadãos, apelando ao cumprimento das regras e a uma condução prudente, lembrando que nenhuma viagem justifica a perda de uma vida.

"Apesar do reforço da fiscalização no terreno e das campanhas de sensibilização promovidas pelas Forças de Segurança, e por outras entidades, apesar de termos hoje infraestruturas melhores e viaturas mais seguras, confirma-se a persistência de comportamentos de risco: condução sob efeito de álcool, excesso de velocidade e o uso indevido do telemóvel durante a condução. Significa que é preciso ir mais longe noutras matérias, que influenciem diretamente o comportamento do condutor, criando um ambiente rodoviário seguro. É isso que iremos fazer. Cumprir as regras, respeitar os outros utilizadores da via pública e adotar uma condução prudente são comportamentos indispensáveis. Nenhuma viagem vale uma vida".

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