Deputado do PS acedeu aos dados de Luís Montenegro horas antes do debate

CNN Portugal , PP com lusa
1 mai, 15:42
Luís Montenegro no debate da moção de confiança ao Governo (LUSA)

Pedro Delgado Alves, em reação às notícias, garante que "não forneceu informação para o exterior, porque a informação é pública":

Deputado do PS assume que acedeu aos dados de Luís Montenegro horas antes do debate com Pedro Nuno Santos. A informação foi avançada pelo jornal Observador e confirmada pela CNN Portugal.

Já durante a tarde desta quinta-feira, Pedro Delgado Alves explicou o sucedido em declarações à CNN Portugal.

Pedro Delgado Alves disse numa reunião na Assembleia da República que acedeu ao processo do primeiro-ministro. Em seguida admitiu que tinha partilhado a informação com Fabian Figueiredo, do BE.

Na quarta-feira, Hugo Carneiro, deputado do PSD, fez saber que tinha pedido acesso aos registos de quem acedeu aos dados do primeiro-ministro no Parlamento.

O social-democrata pediu ao Grupo de Trabalho do Registo de Interesses no Parlamento para pedir à Entidade para a Transparência os registos de quem acedeu aos dados sobre o primeiro-ministro.

“Como membro do PSD no Grupo de Trabalho do Registo de Interesses no Parlamento foi ontem [quarta-feira] aprovado a meu pedido às 14:30”, divulgou o deputado, referindo-se ao pedido para que o Grupo de Trabalho pedisse à Entidade Para a Transparência (EpT) “os registos informáticos de quem acedeu, no Parlamento”, ao registo de interesses do primeiro-ministro, Luis Montenegro, entre 29 e 30 de abril, publicou na rede X.

O pedido do deputado surge depois de o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, ter acusado Luis Montenegro de não ter “idoneidade para o cargo que ocupa”, após o jornal Expresso ter noticiado que o primeiro-ministro entregou uma nova declaração de interesses à Entidade para a Transparência, na qual revela novos clientes da Spinumviva.

Na quarta-feira, no debate entre os dois, antes das legislativas antecipadas de 18 de maio, transmitido em simultâneo por RTP, SIC e TVI, o primeiro-ministro disse que não foi ele a tornar pública qualquer interação, dizendo ter respondido a uma solicitação que lhe foi feita.

“Contactei hoje a Entidade para a Transparência que me assegurou que não publicitou aquilo que foi a informação que eu enviei ontem e me informou que na Assembleia da República a informação que eu canalizei foi acessível e que, portanto, terá sido eventualmente essa a origem da difusão de uma informação que não tem a minha responsabilidade, até porque eu não tenho autorização para publicitar esses clientes que não estavam identificados”, afirmou.

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