A favor da moção de censura votaram apenas o PCP, Bloco de Esquerda, Livre e PAN. Na abertura deste debate, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou que o Governo avançará com a proposta de uma moção de confiança
A moção de censura ao Governo apresentada pelo PCP foi chumbada no Parlamento com 88 votos contra, 126 abstenções e 14 votos a favor.
Votaram contra o PSD, o CDS-PP e a Iniciativa Liberal.
Partido Socialista e Chega abstiveram-se.
A favor da moção de censura votaram o PCP, Bloco de Esquerda, Livre e PAN.
A moção de censura dos comunistas, intitulada “travar a degradação da situação nacional, por uma política alternativa de progresso e desenvolvimento”, já tinha chumbo anunciado antes do debate desda quarta-feira. Quando foi anunciada a rejeição, as bancadas do PSD e do CDS-PP levantaram-se e bateram palmas de pé.
Na abertura deste debate, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou que o Governo avançará com a proposta de uma moção de confiança ao executivo pelo parlamento, "não tendo ficado claro" que os partidos dão ao executivo condições para continuar.
O líder socialista, Pedro Nuno Santos, confirmou que o PS votará contra a moção de confiança que o primeiro-ministro anunciou e acusou Luís Montenegro de preferir eleições a enfrentar uma comissão de inquérito.
O presidente do Chega, André Ventura, acusou o primeiro-ministro de ter anunciado uma moção de confiança ao Governo por "medo do escrutínio" e disse que o partido jamais lhe "dará qualquer voto de confiança".
No encerramento do debate, o ministro dos Negócios Estrangeiros desafiou o PS a abster-se na moção de confiança que o Governo hoje anunciou que irá apresentar, “se quer tanto” uma comissão parlamentar de inquérito sobre a situação do primeiro-ministro relativa à empresa Spinumviva.
À saída do plenário, Pedro Nuno Santos foi questionado sobre este desafio e disse apenas que agora era o tempo de ouvir o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e que o PS já tinha dito o que ia fazer.
Também na reta final do debate, a líder parlamentar do PCP chegou a pedir que não se espere pela moção de confiança anunciada pelo Governo e se derrube já o executivo, considerando que “arrastar a atual situação não beneficia nada nem ninguém”.