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Subida da inflação e do custo de vida "é preocupante", mas "ainda não há motivo para alarme", garante Montenegro

Agência Lusa , MFP
30 abr, 14:54

Governo admite estar "preocupado e apreensivo", mas afirma que "não vale a pena antecipar problemas que podem ser evitados"

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse esta quinta-feira que o Governo sabe que a taxa de inflação subiu e que “o custo de vida está a aumentar”, o que é preocupante, mas “não é ainda motivo para alarme”.

À margem de uma visita à 42.ª Ovibeja, certame agropecuário que decorre em Beja e onde se realiza esta quinta-feira a reunião do Conselho de Ministros, o chefe do Governo foi questionado pelos jornalistas sobre a subida da taxa da inflação, divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo a estimativa rápida divulgada pelo INE, a taxa de inflação acelerou para 3,4% em abril, mais 0,7 pontos percentuais do que no mês anterior, novamente impulsionada pelos combustíveis.

“Preocupados e apreensivos estamos todos, mas não é ainda motivo para alarme, não vale a pena estarmos a antecipar problemas que ainda podemos evitar”, afirmou.

O Governo está, pois, “muito atento à evolução dos preços, à evolução dos preços dos bens mais essenciais à vida das pessoas” e “não deixará de estar atuante, de acordo com um critério que é de responsabilidade e de prudência, de adequação à evolução da realidade”, garantiu.

O chefe do executivo destacou os apoios diretos do Governo às famílias para fazerem face ao aumento do preço dos combustíveis e indiretos nos setores dos transportes, quer de mercadorias, quer de passageiros.

“Sabemos que o custo de vida está a aumentar, que há uma taxa de inflação que foi agora revista, precisamente nesta viagem que fiz de Campo Maior até Beja, de 2,7% para 3,4%”, admitiu.

E, acrescentou, até há bens que “aumentam muito mais do que isso” , o que “aconteceu também nas últimas semanas”.

“Portanto, nós vamos avaliar as circunstâncias dentro do critério da responsabilidade, da prudência, mas também de não deixaremos de estar atuantes junto das famílias e das empresas”, vincou.

Durante a visita ao pavilhão institucional da feira agropecuária Ovibeja, que termina no domingo, o primeiro-ministro aludiu ainda ao Conselho de Ministros desta tarde, para avançar que na reunião vão ser tomadas “várias decisões direcionadas para o setor agroalimentar”.

O que, frisou, também contribui “de alguma maneira para a contenção deste movimento inflacionista”.

Luís Montenegro referiu ainda que o Governo pretende realizar reuniões descentralizadas do Conselho de Ministros pelo país, num ritmo mensal e para o tratamento de matérias temáticas.

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