Luís Montenegro exige plano de contingência face a aumento de infeções respiratórias

Agência Lusa
8 nov, 17:43
Luís Montenegro (Lusa/Estela Silva)

O líder da oposição apelou ao Ministério da Saúde para antever "um pico que é sempre esperado" e tomar "as medidas necessárias" para dar resposta

O presidente do PSD defendeu esta terça-feira a necessidade de um plano de contingência para responder ao aumento de infeções respiratórias “a avolumarem-se nas urgências de Lisboa” e pediu Ministério da Saúde para estar “muito atento”.

“Na região de Lisboa está, hoje, a avolumar-se um problema, mais uma vez, nas urgências, por uma procura crescente no âmbito de infeções respiratórias. O Serviço Nacional de Saúde (SNS) tem de ter um plano de contingência”, sublinhou Luís Montenegro.

O líder do PSD, que falava aos jornalistas no concelho de Ponte de Lima, no distrito de Viana do Castelo, no âmbito da iniciativa Sentir Portugal, adiantou parecer “claro que, por um lado tem havido um aumento das contaminações ainda no âmbito da pandemia da covid-19 e de infeções respiratórias mais, ou menos, correlacionadas” com o vírus SARS-CoV-2.

“Creio que o Ministério da Saúde deve estar muito atento e tomar as diligências e as medidas necessárias para poder adequar a capacidade de resposta do SNS a um pico que é sempre esperado nesta altura do ano, de infeções respiratórias”, reforçou.

Montenegro, que no segundo dia da iniciativa Sentir Portugal visitou o Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, onde se reuniu com o conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), disse ter “constatado que há coisas que estão a funcionar bem” e, outras que “merecem atenção especial”.

“Não podemos estar só a alertar o país para o que está mal. Há um défice, em Portugal, enorme, de médicos de família para muitos portugueses, mas fiquei muito satisfeito por me dizerem que, neste caso concreto, a fórmula que está em funcionamento na ULSAM tem permitido dar uma resposta a todos os utentes desta região”, afirmou.

Aquela foi a “boa notícia” que Montenegro recebeu do conselho de administração da ULSAM, mas ficou a saber que há “constrangimentos financeiros que têm a ver com o aumento dos custos da energia, dos medicamentos, de vários consumíveis das unidades hospitalares e dos centros de saúde que estão a tornar muito difícil a sua gestão”.

Antes da deslocação ao hospital de Viana do Castelo, Luís Montenegro reuniu-se, em Ponte de Lima, na sede da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho com o presidente daquela estrutura, o socialista Manoel Batista.

O dia de Luís Montenegro termina em Paredes de Coura, com uma reunião com a Federação de Bombeiros do distrito de Viana do Castelo.

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