Montenegro reúne-se com Guterres e participa em evento com Zelensky em Nova Iorque

Agência Lusa , MJC
25 set, 07:47
Luís Montenegro (Tiago Petinga/Lusa)

O primeiro-ministro participará na sessão geral anual da ONU, onde intervém na quinta-feira

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, vai reunir-se esta quarta-feira com o secretário-geral da ONU, António Guterres, em Nova Iorque, onde também participará num evento organizado pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, com países que subscreveram acordos de segurança com a Ucrânia.

Luís Montenegro chegou a Nova Iorque, nos Estados Unidos, na terça-feira à noite, já de madrugada em Lisboa, para o debate geral anual entre chefes de Estado e de Governo dos 193 países membros da Organização das Nações Unidas (ONU).

Hoje, antes de se reunir com António Guterres, o chefe do Governo PSD/CDS-PP irá intervir num painel de alto nível sobre sustentabilidade dos oceanos e num debate aberto do Conselho de Segurança da ONU sobre liderança para a paz.

Segundo o programa divulgado pelo gabinete do primeiro-ministro, no evento organizado por Volodymyr Zelensky com países que subscreveram acordos de segurança com a Ucrânia será adotada uma declaração conjunta que Portugal irá subscrever. Pelo meio, Luís Montenegro participará num almoço de trabalho do Grupo de Líderes do Pacto de Paris para as Pessoas e o Planeta (4P).

Ao fim do dia, o primeiro-ministro estará na habitual receção oferecida pelo presidente norte-americano, Joe Biden, aos chefes de Estado e de Governo que participam na Assembleia Geral da ONU.

A sua intervenção de estreia perante a Assembleia Geral da ONU está marcada para a tarde de quinta-feira, terceiro dia do debate geral desta 79.ª sessão anual, que começou na terça-feira.

Montenegro quer reforço da cooperação com EUA e promete mais apoio aos emigrantes

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, defendeu hoje um reforço da cooperação com os Estados Unidos da América, afirmando saber quem são os aliados de Portugal, e prometeu mais apoio aos emigrantes portugueses neste país.

Luís Montenegro falava num encontro com portugueses e lusodescendentes do estado de Nova Iorque, em Mineola, Long Island, onde chegou no domingo à noite, perto das 22:00 (madrugada em Lisboa), logo depois de ter aterrado nos EUA, onde ficará até quinta-feira à noite para participar na 79.ª sessão da Assembleia-Geral da Organização das Nações unidas (ONU).

"Numa altura em que o mundo vive tempos difíceis, tempos de incerteza, tempos de guerra, nós em Portugal, nós no nosso Governo sabemos quem são os nossos aliados, e nós somos um aliado dos Estados Unidos e sabemos que os Estados Unidos são um aliado de Portugal", declarou, perante cerca de uma centena de pessoas, no Mineola Portuguese Center.

"E, para além de toda a preocupação que nós temos com a nossa comunidade, há uma preocupação que, como portugueses que somos, com o sentido humanista que nos caracteriza, com o sentido de respeito pelos direitos humanos, pelas liberdades, pela democracia, eu também quero aqui assegurar: é que, ao nível das relações bilaterais e ao nível da nossa participação em organizações internacionais onde estamos em simultâneo, nós continuaremos a trabalhar no reforço da cooperação com os Estados Unidos da América. É, de facto, um dos parceiros privilegiados que nós temos na nossa política externa", acrescentou.

Em Mineola, que tem um 'mayor' luso-americano, nascido no distrito de Aveiro, Paulo Pereira, o chefe do Governo PSD/CDS-PP elogiou o papel dos emigrantes como "capital ativo de Portugal espalhado pelo mundo" e prometeu-lhes mais apoio. Segundo Luís Montenegro, o seu executivo está "a criar condições" para que a rede diplomática portuguesa faça "ainda mais no apoio direto à comunidade, para o exercício da participação política, cívica, para o acesso à informação, para o acesso à abertura de portas na administração americana que é necessária também no processo de integração". 

O primeiro-ministro observou que não estava "a olhar para trás com sentido crítico", mas sim "a olhar para a frente com ambição". "A nossa rede diplomática serve para isso e está empenhada, estará empenhada em garantir esse apoio a todas as portuguesas e portugueses que vivem aqui e a todos os seus descendentes", reforçou.

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